Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 13/08/2020

Em conformidade com filósofo Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”, desse modo, uma boa qualidade de vida ultrapassa questão da própria existência. Nesse contexto, nota-se que no Brasil a qualidade de vida da população vem sendo prejudicada, tendo em vista que, embora o agronegócio  possui papel fundamental na economia do país, seu desenvolvimento é acompanhado por crescentes preocupações, como não só a concentração fundiária, mas também os impactos ambientais.

Em primeira análise, vale lembrar que desde a colonização portuguesa a distribuição de terras no Brasil foi realizada de maneira desigual, tendo em vista o sistema das capitanias hereditárias aonde as terras eram administradas pela elite colonial. Atualmente, nota-se os erros do passado se repetirem no presente, uma vez que agronegócio é responsável pela expansão territorial, ocupando a maioria das terras nacionais para o plantio de, na maioria das vezes, commodities a exemplo da cana-de-açúcar e soja que serão exportadas e utilizadas na produção de combustíveis e rações. Desse modo, é perceptível que problemas sociais como, falta de alimento para parte da população, a desigualdade na distribuição de terras para moradia e a dificuldade na realização da agricultura familiar se intensificam no país, causando muitos conflitos e aumentando as desigualdades sociais.

Além disso, a música ‘‘Reis do Agronegócio’’, do cantor Chico César relata, " Ó produtores de alimentos com veneno, vocês que aumentam todo ano sua posse e que poluem cada palmo do terreno". Nesse sentido, a canção revela o elevado impacto, não só ambiental, mas também na saúde populacional, ocasionada pelo intenso crescimento do agronegócio, uma vez que para obter uma elevada produtividade e muita lucratividade o desmatamento de florestas, poluição dos rios, intenso uso de agrotóxicos e transgênicos têm se “normalizado” no Brasil. Desse modo, baseado no sistema capitalista que prioriza o lucro em detrimento da qualidade de vida e a preservação ambiental o desenvolvimento destrutivo ameaça a biodiversidade nacional.

Sendo assim, medidas devem ser tomadas para resolução de impasse. É dever do Incra, em parceria com o Poder Legislativo, a realização de uma reforma agrária que distribua as terras nacionais de maneira igualitária e, por meio de leis, beneficiem os pequenos agricultores, oferecendo suporte tecnológico para a produção sustentável de alimentos. Além disso, o governo em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, devem intensificar a fiscalizações nas terras produtivas, por meio de satélites que detectem problemas ambientais, como também é necessário o investimentos em pesquisas, com o intuito de estabelecerem maneiras sustentáveis para a  produtividade, para que assim a saúde da população seja efetivamente protegida e o país alcance o desenvolvimento construtivo.