Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 16/08/2020

O mito da caverna – escrito pelo filósofo grego, por Platão – descreve a situação de homens que, “presos” em uma caverna, recusam-se a sair de sua comodidade. De modo análogo, é a questão do reaparecimento de doenças erradicas no Brasil. Em que a abstinência de informação é um dos motivos cruciais para deliberar a problemática em questão. Tendo em vista não só as alterações ecológicas juntamente com os descuidos majoritariamente social como também o aumento dos aderentes ao movimento antivacina no Brasil.

Em primeira análise, vale salientar que muitas das alterações desequilibrantes da natureza tem-se como causa a ação humana. Como é o caso da Itaipu – em que a criação de um lago artificial resultou em novos casos de malária no sul do país. Apesar de não ser uma doença, problemática no Brasil como um todo, é possível afirmar que as grandes obras podem interferir no aparecimento de novas doenças ou como contribuinte para a que já existem. Simultaneamente, o indivíduo não pode considerar a existência de vacinas e soros como imunização de contágio. A dengue, por exemplo, ainda é um caso emergente no país e é essencial que cada pessoa aja para a eliminação de locais propícios de proliferação do hospedeiro.

Em concomitância, há o crescimento de seguidores ao movimento antivacina no Brasil. Oriundo do médico britânico Andrew Wakefield, em 1998. Em que ele associou o autismo à vacinação de crianças. Todavia a ação midiática da época foi tão intensa que mesmo após o estudo ter sido considerado equivocado, com resultados violados e esclarecidos, ainda é crescente o número de adeptos ao movimento. Em 2019 a OMS (Organização Mundial de Saúde) incluiu tal ideologia como um dos dez maiores desafios à saúde mundial. Ao passo que na Europa e no Brasil, os casos de Sarampo - uma doença que fora controlada-  têm aumentado consideravelmente.

Fica claro, portanto, que o contágio de muitas doenças não depende somente da ação do Estado, mas também de atitudes individuais. Assim, é de responsabilidade do cidadão, não só a luta direta contra os agente promissores de doenças como também na importância de informar-se em fontes confiáveis. Para que não aja de forma imprudente, que coloque não só a própria vida em risco, como a de outros. Além disso, cabe à mídia intensivar propagandas que alertem a população quanto a importância da vacinação e os locais emergentes e, juntamente com o ministério de saúde alertar como a população deve agir. E, revisar toda a mensagem abordada com a intenção de propagar informação útil e real, para que não haja equívocos discrepantes como ocorreu em 1998. Dessarte, uma sociedade contribuinte para a saúde publica e bem comum.