Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 12/08/2020
A partir do período neolítico da pré-história, 7000 a.C a 2500 a.C, a agricultura foi vista como fonte de nutrição alimentar, mas também como escambo - método de troca de mercadorias. Apesar de ser indispensável, compreende cerca de 21,4% do PIB brasileiro, segundo o IBGE, a expansão do agronegócio é resultado de polêmicas. Consoante a isso, a invasão de terras indígenas e a ameaça constante a biomas brasileiros , são pertinentes a realidade atual.
Em primeiro lugar, conforme a Constituição brasileira, a população nativa tem por direito a demarcação de terras, a fim de garantir sua identidade. No entanto, de acordo com o Conselho indigenista missionário, no ano de 2019, houve o registro de mais de 160 casos de invasão territorial para desenvolver práticas agrícolas, em sua maioria. Neste âmbito, a limitação de terras indígenas, antes realizada pela Funai, foi transferida para o Ministério da agricultura por três décadas. Tal regresso, mostra a influência ruralista na qual o país está inserido. Assim sendo, é visível que só os interesses lucrativos são levados em conta, em detrimento, essa busca incessante por bens monetários prejudicam satisfatoriamente a natureza.
Em segundo lugar, os biomas e toda vida que eles abrigam estão em constante ameaça pelo aumento das atividades do agronegócio no Brasil. Conforme o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, em 15 anos, o Cerrado teve a maior taxa de desmatamento em relação a Amazônia. Este fato pode ser explicado pelo o aumento das plantações de soja na região ao longo dos anos e também pela quase extinção de animais, em destaque o lobo-guará. Por conseguinte, as leis fomentadas que deveriam agir como anteparo ao meio ambiente não são levadas em consideração, assim como a fiscalização precarizada e ultrapassada que é oferecida pelo Estado.
Portanto, é imprescindível a adoção de métodos para diminuir os agravantes problemas. Desse modo, o governo deve então, promover a construção de edifícios, de modo que estes monitorem áreas específicas de meios naturais, pela utilização de drones que captem atividades ilegais, com a finalidade de prevenir possíveis crimes e identificar os responsáveis. O mapeamento será feito todos os dias, e caso alguma adversidade seja localizada, o encaminhamento de autoridades responsáveis será imediato. Ademais, campanhas e palestras desenvolvidas em escolas e locais públicos, com o intuito de enfatizar a importância de preservar os meios ambientais. Assim, a utopia de um país que se preocupa com seus bens naturais possa ser alcançada.