Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 12/08/2020
O Brasil já enfrentou diversos ciclos econômicos, desde o da cana-de-açúcar no século XVI até o do café entre os anos 1800 e 1900. Entretanto, o vivenciado na contemporaneidade é o agropecuário. Sendo este o seu principal recurso comercial. Assim sendo, é inegável a importância de manter essas fontes de renda funcionando. Porém, tão importante quanto, é a utilização de estratégias de exploração da terra que causem o mínimo de impactos ambientais possíveis.
Primeiramente, vale ressaltar que segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária brasileira, o PIB nacional possui maior parte decorrente da exportação de soja e carne bovina. Logo, fica perceptível que a economia da nação pode sofrer consideráveis impactos caso essa atividades financeiras sejam prejudicadas. No entanto, não é saudável para o meio ambiente a persistência de uma investida expansionista e pouco preocupada com a preservação da natureza. Afinal, trata-se de um mecanismo que consiste na destruição florestal, com fins de construção de pastos e áreas para a monocultura. Dessa forma, há significativa ameaça à biodiversidade de plantas e animais, por ocorrer a destruição de seu habitat e a morte de espécies durante a modificação da paisagem.
Assim sendo, deve haver planejamento para a devida utilização do território. Pois, se não existir controle estatal e das próprias corporações empresariais, o patrimônio natural do Brasil estará comprometido ao ponto de uma plena deterioração. Fato este que é vedado pela Constituição Federal de 1988, ao dispor que o meio ambiente e os interesses relacionados a ele, são protegidos por lei. Dessa forma, é válido destacar que a causa da degradação do ecossistema não é fruto da exploração por si só, mas sim da utilização irresponsável e prejudicial ao território disponível. Portanto, estratégias de otimização para o aproveitamento do solo e a elaboração de planos econômicos que visem a redução dos impactos ambientais, são caminhos a serem considerados para que exista ideal proporção entre ambiente ecologicamente equilibrado e crescimento de riquezas monetárias da União.
Diante do exposto, é possível notar a importância de evitar a desarmonia entre a preservação das zonas verdes e manutenção do mercado interno e externo. Para tanto, faz-se necessário que o Poder Público, mediante o Congresso Nacional, legisle na produção de lei federal, para que imponha um limite máximo de área para uso de territórios com finalidade agrícola e pecuária, e simultaneamente haja previsão legal de sanções punitivas para eventuais descumprimentos. Bem como, cabe ao presidente da república, a elaboração de projetos federais de investimento em tecnologias agrícolas, que proporcionem um aproveitamento efetivo do agronegócio com desgaste ambiental reduzido ao mínimo possível, para as respectivas unidades federativas que predominem esse tipo de atividade.