Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 16/08/2020

Durante o período colonial, a agricultura de exportação foi primordial para a expansão do capitalismo no mundo, visto que, na época, destacava-se o monopólio. Com a utilização de mão de obra escrava indígena e africana, os portugueses exploraram grande parte do território brasileiro por interesses econômicos, transformando a região recém-descoberta em uma grande colônia extrativista. Paralelamente, o crescimento do agronegócio no Brasil possui reflexos do passado, pois, embora seja de extrema importância para a economia nacional, há diversas problemáticas que essa atividade causou e que, certamente, continua impactando na sociedade brasileira.

Primeiramente, vale destacar que o agronegócio é responsável por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), sendo indispensável para a economia do país, que contribui significativamente com as exportações de produtos agroindustriais e commodities, destacando-se a soja e o petróleo. Porém, ao mesmo tempo em que tal prática coopera com o lucro nacional, ela também corrobora com muitas desigualdades sociais, evidenciando-se os problemas no campo, a má distribuição de terras e o agravamento da pobreza.

Outrossim, a expansão do agronegócio não somente dificulta a vida dos moradores rurais, como também prejudica o meio ambiente, devido ao uso incessante de fertilizantes químicos, além da aplicação de técnicas danosas ao solo, como é o caso das monoculturas, presentes em diversas áreas agrícolas brasileiras.

Portanto, são necessárias medidas governamentais eficientes para resolver esse impasse. O Governo Federal deve investir e incentivar a agricultura orgânica, visando um futuro mais sustentável a todos, direcionando uma maior quantidade de verbas para a realização dessa prática. Além disso, é dever do Estado preservar e assegurar as terras indígenas e quilombolas, sendo papel do poder legislativo criar leis mais rígidas para com os indivíduos que invadem tais espaços visando interesses econômicos, visto que a sociedade brasileira possui uma grande dívida histórica com esses povos.