Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 19/09/2020

Durante a virada do século XIX para XX, sob influência do período de Revolução Industrial e posteriormente das guerras mundiais, ocorre a implementação de novas tecnologias no campo, como a criação de máquinas agrícolas, e a implementação de químicos que permitem acelerar a extração. Dessa maneira, a alta produção no setor agropecuário favorece a exportação brasileira de commodities. No entanto, a expansão do agronegócio fomenta a problemática acerca das questões ambientais e sociais no Brasil. Nesse sentido, não há dúvidas de que a excessiva produção pecuária traz riscos irreversíveis ao meio ambiente, além de não erradicar a questão da fome e da pobreza populacional.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a pecuária é a maior responsável pelo desmatamento da região amazônica, segundo o levantamento realizado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Nessa temática, é notório que o setor agropecuário utiliza vastas áreas para a produção, e comporta grande influência no comércio e na exportação de alimentos. No entanto, a descontrolada expansão do agronegócio permite o desmatamento de milhares de hectares de áreas ambientais, favorecendo a degradação do solo e ocasionando problemas físicos como a erosão e a infertilidade da terra, devido à excessiva utilização do solo para o plantio extrativista. Em síntese, é necessário compreender que o mercado produtor agropecuário tem como interesse a lucratividade comercial, tornando-se o maior responsável pela destruição de biodiversidade e conservação ambiental.

Em segundo lugar, vale salientar que a utilização de agroquímicos, foi uma das medidas encontradas pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1966, visando a aumentar a produção e erradicar a fome mundial. Nessa temática, nota-se que a utilização de químicos trouxe benefícios para o comércio mas não trouxe nenhum benefício para a redução da fome mundial. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso da relatora Hilal Elver, no qual ela enfatiza que a produção agrícola é capaz de alimentar 9 bilhões de pessoas, mas a desigualdade e a pobreza impedem a erradicação da fome social. Em suma, observa-se que o setor agropecuário não promove a acessibilidade alimentícia das minorias, e que a produção do agronegócio atende somente aos interesses do capital.

Desse modo, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Diante dessa perspectiva, cabe ao Ministério da Agricultura e ao Ministério do Meio Ambiente, promoverem a redução no impacto ambiental e o acesso à distribuição de alimentos, por meio de leis, ações sociais e palestras visando a educação ambiental e o reflorestamento de áreas desmatadas e inférteis, juntamente com a distribuição de alimentos para populações em situação de vulnerabilidade. Somente assim, haverá a diminuição da desigualdade social, a valorização ambiental e a diminuição do desmatamento no Brasil.