Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 14/08/2020
O Brasil é internacionalmente reconhecido como um país exportador de Commodities, ou seja, matéria-prima para produtos, como, por exemplo, a soja que gerou quase 20 bilhões de reais para o país, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No entanto, a produção de insumos agrícolas gera inúmeras polêmicas quando o assunto em questão é a expansão do agronegócio, pois, além de causar problemas ambientais irreparáveis, afeta o bem estar da população.
A priori, a expansão do agronegócios é danosa para o meio ambiente, dado que na maioria das vezes é feita por queimadas e afeta diretamente a vida de inúmeros animais silvestres. Tal argumento está de acordo com o analista ambiental Léo Gondi, o qual afirma que as queimadas geram a extinção de muitas espécies, além de obrigar aquelas que sobreviveram a procurar outro ambiente. À vista disso, o ser humano é diretamente perturbado, porque esses animais, sem lares, vão para as cidades e têm grande probabilidade de serem vetores de doenças. Nessa lógica, o alto nível de febre amarela nos últimos anos é um exemplo disso, uma vez que o mosquito, vetor da doença, não encontra mais macacos para se alimentar, já que a população deste está reduzida pelo desmatamento, sendo assim, vai para as cidades e picam humanos, infectando-os com o vírus da febre amarela. Por Consequência, a expansão do agronegócio é uma polêmica e abala diretamente várias espécies.
A posteriori, a retirada da floresta para implantar uma monocultura ou colocar gado é muito grave, principalmente, se a área de desmatamento for a amazônia legal ou o cerrado. Uma vez que não só causa desertificação neste bioma que só existe no Brasil e, por isso, tem muitas espécies endêmicas, mas também causa problemas no ciclo de chuvas, em razão de aquele bioma formar os “rios voadores”, ou melhor, nuvens carregadas de vapor de água que provoca chuvas em quase toda extensão do continente da América do Sul. Consequentemente, a extensão do agronegócio pode inviabilizar plantações por falta de chuva e empobrecimento do solo.
Portanto, as grandes polêmicas geradas pela expansão agronegócio é os problemas ambientais gerados. Em vista disso, o Ministério do meio ambiente deve aumentar a fiscalização e dificultar o desmatamento. Além disso, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações necessita fazer um investimento de qualidade para as faculdades públicas. Deste modo, por meio de pesquisas, as universidades buscariam tecnologias que aumentariam a produção de seu estado sem adicionar mais área de plantio. Com o intuito de não ter necessidade de um novo desmatamento e muito menos todos os desequilíbrios ambientais que essa prática causa.