Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 15/08/2020

A implementação do agronegócio sustentável no mercado brasileiro vem ganhando apoio, desde o surgimento dos inúmeros movimentos sociais, que cobram esclarecimentos do que é consumido pela população e a respeito do que é degradado na natureza. Nesse sentido, tais movimentações focam na implementação de um mundo mais saudável e mais limpo para se viver. Fora da teoria, as idealizações esperadas não são efetivadas, na prática, uma vez que a contaminação alimentar por agrotóxicos e o desmatamento de biomas com objetivo lucrativo fazem-se presentes em cenário nacional. Frente a isso, esse panorama suscita dois dilemas: os problemas ocasionados à saúde do consumidor e a negligência estatal em solucionar o problema.

Em primeiro lugar, faz-se importante salientar a importância de uma alimentação saudável para a população. Entretanto, o visionismo lucrativo das grandes empresas impedem que a sociedade desfrute desse direito, já que a utilização de agrotóxicos em larga escala está diretamente associada à doenças perigosas no indivíduo, o que prejudica, possivelmente, o seu ciclo  natural da vida. Essa problemática foi abundantemente intensificada após a  Revolução Verde - ocorrida no século XX-, uma vez que, a mesma proporcionou plantações em alta demanda, agravando, também, o desmatamento no Brasil. Concomitante a isso, é possível perceber que essa temática é, de fato, vivenciada em território brasileiro, demonstrando, assim, que medidas necessitam ser efetivadas.

Por conseguinte, presencia-se uma situação de descaso, por parte estatal, em diminuir as consequências dessa realidade, posto que, o agronegócio oferece retorno financeiro muito favorável aos governantes, o que provoca, inevitavelmente, o atraso de uma possível solução. De acordo com Thomas Hobbes, o Estado deveria ser o responsável principal por manter o bem-estar social. Entretanto, a ideia do filósofo não funciona de maneira eficaz, uma vez que o descaso dos órgãos responsáveis está atrelado, fundamentalmente, a um mau funcionamento social e planetário, o que fica ainda mais evidente quando se observa as altas taxas de desflorestamento muitas vezes ilegais.

Impende, pois, que o Estado tome providências para combater o quadro atual. Para a dissipação do problema, urge que o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e o Ministério da Agricultura divulguem informações pertinentes sobre os riscos e os meios de diminuição desse impasse, por meio dos órgãos responsáveis, capazes de sanar quaisquer dúvidas a respeito de como é feita a utilização dos produtos químicos, respeitando o meio ambiente. Somente assim, será possível viver em um mundo mais saudável e limpo.