Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 14/08/2020

Durante o decorrer dos séculos, mesmo com a grande dinamização econômica do país, o agronegócio ainda lidera o crescimento econômico. No entanto, apesar da grande dependência econômica nesse setor, tal atividade promove diversos impactos ambientais, causados essencialmente pela produção em larga escala e intensos usos de insumos químicos, o que contamina o meio e seus consumidores. Assim, visto os diversos efeitos negativos gerados por tal atividade econômica, é essencial a aplicação de políticas públicas, de maneira a se fiscalizar e controlar a execução de suas atividades.

Em 2014, estima-se que cerca de 21%, cerca de 5,52 trilhões de reais, de todo o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro seja oriundo do agronegócio, o qual se encontra em plena expansão, mesmo em períodos de grandes crises econômicas, segundo dados do Ministério da Agricultura. Paralelo a isso, nos últimos quarenta anos, territórios com áreas cultivadas sofreram um aumento de 53%, o que também elevou a sua produtividade, ao passo que promove a concentração de terras e renda nas mãos de poucos, o que gera grandes desigualdades sociais entre a população brasileira.

Por sua vez, os diversos impactos ambientais gerados por tal setor econômico são tratados como dados economicamente irrelevantes. Os desequilíbrios climáticos, os quais também geram destruições progressivas no ambiente e no modelo produtivo não são vistos como modelos a longo prazo por parte dos produtores, uma vez que visam unicamente a obtenção de lucro em períodos curtos de tempo, e não o bem estar ambiental e social de toda a população.

Desta forma, com a persistência de tal forma produtiva em larga escala, o uso intenso de insumos agrícolas, de modo a se afastar pragas e aumentar a produtividade, são utilizados de maneira incorretas e irresponsáveis. Assim, sua aplicação inadequada e em elevadas quantidades contaminam o próprio alimento, bem como os afluentes locais e, portanto, seus consumidores e moradores da região, o que induz ao desenvolvimento de doenças neurológicas, muitas vezes fatais, bem como na intoxicação de uma grande população.

Em suma, pode-se concluir que a expansão do agronegócio promove drásticos impactos sociais e, sobretudo, ao meio ambiente. Logo, cabe ao Ministério da Agricultura executar a implementação de restrições legislativas quanto ao uso de fertilizantes e agrotóxicos, de maneira a também estabelecer incentivos fiscais para a prática sustentável de produção. Além disso, é dever do IBAMA realizar intensas fiscalizações em áreas de proteção ambiental, por meio do mapeamento por satélite. Assim, com a adoção de tais medidas, a manutenção da biodiversidade e bem estar social serão garantidos.