Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 16/08/2020
Desde a Revolução Industrial houveram muitos avanços tecnológicos que facilitaram a vida na sociedade, tenha sido no meio urbano ou rural. Diante deste contexto, é possível mencionar que na economia brasileira, o agronegócio é uma das principais áreas que mantem o atual PIB do país e, por conseguinte, infelizmente causam impactos na natureza anualmente. Isso ocorre não somente pela alta demanda do mercado, mas também pelo uso exacerbado de produtos químicos na vegetação e nos animais.
Baseado nisso, com a demanda de produtos cada vez maior, os produtores buscam uma forma de aumentar sua produção, muita das vezes, com a expansão de terras. À vista disso, o agronegócio está cada vez mais especializado, separando a agricultura da pecuária, o que faz com que seja necessário maiores terras para realizar as atividades. Seguindo esse parâmetro, os territórios protegidos por leis estão sendo ameaçados por essa expansão, o que explica muito o aumento exponencial das queimadas e desmatamento ilegal na região Norte.
Outrossim, há uma parte crucial nesse contexto, sendo eles métodos utilizados para potencializar a produção e prevenir contra o ataque de pragas nas plantações. Os agrotóxicos são maléficos não somente aos seres vivos que obtiverem contato, como também na contaminação de rios e córregos que podem afetar a biodiversidade e a vida marinha. Existem políticas que incentivam a comercialização de produtos orgânicos, mas o seu alto preço é um obstáculo à democratização desses alimentos.
É perceptível a influência dos órgãos ambientais e da mídia na problemática citada. Logo, é necessário que o IBAMA intensifique seu controle nas áreas florestais protegidas, por meio do mapeamento do território via satélite, com intuito de detectar o expansionismo do agronegócio e reduzir as queimadas que contribuem para o aquecimento global e as chuvas ácidas. Além disso, o Governo pode estimular a venda de alimentos orgânicos, através de incentivos fiscais, para prevenir contra doenças e à perda de biodiversidade dos ecossistemas.