Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 15/08/2020
A partir da década de 1960,com os avanços desenvolvidos pela indústria físico-química,diversos países experimentaram e vivenciaram a Revolução Verde no campo,cujo objetivo básico era o incremento de tecnologias e técnicas laboratoriais à prática agrícola que aumentassem exponencialmente a produção de alimentos.Nesse sentido,observa-se que,desde o século anterior, o aumento na disponibilização alimentícia para atender à demanda populacional desperta grande interesse,sobretudo no que tange às polêmicas do agronegócio no Brasil,ora pela dependência nacional de tal prática,ora pela poluição dos recursos naturais.
Em primeira análise,é importante destacar que,de acordo com a CNA,Confederação da Agricultura e Pecuária,o agronegócio representa 21 porcento do ‘‘Produto Interno Bruto’’ brasileiro,mostrando claramente a grande dependência econômica que o país possui em relação aos trabalhos no campo.Entretanto,sabe-se que o padrão de desenvolvimento objetiva um parque industrial amplamente diversificado,haja vista que uma grande queda nos preços de determinado produto desestabilizaria toda sociedade;fazendo-se,dessa maneira,interessante notar a ausência da diversificação nas técnicas de ocupação do solo e a grande concentração de terras agricultáveis nas mãos de latifundiários que não utilizam plenamente suas propriedades.
Por conseguinte,em uma sociedade inserida em tamanhas negligências governamentais,faz-se presente o mau uso do solo no tocante à produtividade relativa e à disseminação de poluentes tóxicos no meio ambiente.Sob essa ótica,conhece-se o Brasil como um dos países mais ricos em recursos naturais e,infelizmente,como um dos menos dispostos na preservação de tais riquezas,seja pela intensa utilização de insumos agrícolas que poluem a água e o solo,seja pelas agressivas queimadas que empobrecem a terra por meio da falta de macronutrientes.Dessarte,em uma sociedade que almeja combater grandezas como essa,faz-se necessário não apenas debates frívolos,mas ações factíveis que possam,direta ou indiretamente,amenizar o problema em questão,tendo em vista que Aldous Huxley,literato inglês,já afirmou que os fatos não deixam de existir só por serem ignorados.
Portanto,faz-se mister medidas assertivas que combatam tal problema.Logo,o Ministério do Meio Ambiente deve impor rigor nas leis de proteção aos recursos do solo,aumentando o valor das multas aos responsáveis pela poluição do solo,com possível perda de registro nominal nas escrituras rurais para crimes reincidentes em mais de duas oportunidades,por meio de políticas públicas e ações privadas,com o objetivo de diminuir os índices de contaminação da natureza.Por fim,espera-se assim que o Estado seja reconhecido apenas por suas belezas naturais e pelo bom manejo do solo.