Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 16/08/2020

Durante, principalmente, a década de 1960, o Brasil viveu a “Revolução Verde”, caracterizada pela modernização do campo, introdução de maquinários, fertilizantes, sementes transgênicas e agroquímicos. Todavia, além de trazer o aumento da produção, a expansão do agronegócio trouxe vários impactos e gerou graves polêmicas, como a contaminação de rios e redução da biodiversidade. Entre vários fatores, esse problema ocorre devido à negligência governamental e aos interesses capitalistas.

Em primeiro lugar, a Lei de Crimes Ambientais de 1998 - conjunto de normas que visa punir toda e qualquer agressão à natureza, bem como garantir o equilíbrio ecológico - atribui ao Estado o dever de fiscalizar e proteger a fauna e flora brasileira. Entretanto, na prática, essa prerrogativa não é plenamente vista, uma vez que, devido ao manejo inadequado, nota-se a degradação da estrutura física dos solos, no entanto, os responsáveis por essa agressão não são devidamente punidos. Isso ocorre porque o Estado, muitas vezes, pensando no retorno financeiro não fiscaliza e flexibiliza as leis de proteção ambiental. Além disso, vale salientar que o uso exacerbado de agroquímicos, contamina os rios e pode gerar a extinção de animais, como as abelhas, que são excelentes polinizadores naturais.

Ademais, conforme mencionou o geógrafo Milton Santos, a globalização mata a noção de solidariedade. Tal pensamento evidencia um desafio na atual sociedade capitalista, em que os indivíduos colocam o dinheiro como principal objetivo em suas vidas e, assim, sem pensar nos riscos, queima grandes partes de terra para expandir o agronegócio no Brasil. Um exemplo disso é o avanço da plantação de soja no cerrado e Amazônia, o que promove a desertificação do solo e a perda de biodiversidade local. Dessa forma, é importante pensar em um modelo de produção sustentável em todas as atividades, visto que o agronegócio é uma das principais atividades para a economia brasileira.

Em vista disso, a fim de diminuir a polêmica e garantir a expansão do agronegócio de maneira sustentável, é necessário que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da destinação de mais recursos para pesquisas em universidades para o desenvolvimento de técnicas agrícolas que garantem a conservação do solo e integridade dos alimentos. Em adição, é mister que o Ministério do Meio Ambiente , mediante o redirecionamento de verbas para a contratação de agentes florestais, que fiscalizem as produções e, assim, garantir a manutenção  dos recursos naturais, da produtividade e vida humana.