Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 30/08/2020

É fato que o agronegócio tem grande importância e participação no PIB brasileiro, e em virtude de seu crescimento quase exponencial ao longo dos anos, o Brasil se tornou referência em suas exportações de café, milho e soja. Mas infelizmente, enquanto por um lado há diversos benefícios para o país, por outro seu impacto sobre a natureza e a comunidade indígena faz questionar a maneira como este setor desenvolve essas atividades econômicas.

Em primeiro lugar, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expansão das fronteiras agrícolas no país cresceu quase 70% nos últimos dois anos. Por conta disso, muitos biomas brasileiros estão sendo ameaçados, pois a derrubada das florestas destrói a fauna e a flora dessas regiões, que por conta disso, podem desaparecer, tal como espécies da Amazônia e do Cerrado que entraram para a lista de hotspots do mundo.

Ao mesmo tempo, a expansão dessas fronteiras tem matado muitos indígenas que vivem perto destes locais pelo uso exacerbado de agrotóxicos. Segundo a líder indígena Winti Suya que vive no Mato Grosso, que hoje é um dos maiores produtores de soja do país, “com o avanço da produção de soja apareceram muitas doenças. Febre, dor de cabeça, as crianças passaram a ficar doentes, e até mesmo a coceira está aparecendo nas pessoas.” Logo, fica evidente que as empresas visam mais o lucro do que o valor de uma vida.

Por tudo isso, tornam-se necessárias medidas de proteção mais rigorosas aos biomas brasileiros e as comunidades que estão sendo constantemente ameaçadas pelo agronegócio. Dessa forma, cabe ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) aumentar a fiscalização da fauna e flora brasileira, principalmente naqueles biomas que já entraram para a lista de hostpots no país, por meio de leis que protejam e assegurem a proteção desses ecossistemas e pela inserção de fiscais nas localidades para que cause uma diminuição ao longo dos próximos anos do desmatamento ilegal e garantir a proteção das comunidades próximas, como as indígenas.