Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 23/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como: saúde e bem-estar social. Entretanto, o país se afasta dessa realidade ao se analisar os desafios acerca da expansão do agronegócio no Brasil, na qual há os impactos ambientais, em consonância com a ineficiência estatal, como pilares desse conflito. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para a resolução desse impasse sociocultural.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar a ausência da prática do desenvolvimento sustentável como a principal potencializadora desse problema. Nessa linha de pensamento, o sociólogo Karl Marx, em sua análise da política mundial contemporânea, menciona que manter uma relação de equilíbrio entre a economia e as questões sociais é dever de um virtuoso governo. Porém, o Brasil se destaca, negativamente, ao dar preferência ao capitalismo desenfreado, visto que o território nacional não se protagoniza na prática da agricultura sustentável. Assim, com a inobservância do Estado inerente à natureza, não ocorre a ascensão de políticas públicas nesse âmbito.
Paralelamente a esse cenário, surge o desmatamento como reflexo direto desse alarmante panorama atual. Nesse espectro, o site O Globo divulgou uma pesquisa, na qual informa que mais de 85% das áreas degradadas do Cerrado brasileiro foi consequência da expansão do agronegócio no Centro-Oeste. Sob essa análise, denota-se que o crescimento, sem planejamento, do agronegócio no Brasil resulta diretamente no aumento de impactos ambientais, como o agravamento do efeito estufa, por exemplo. Logo, é imprescindível ações governamentais para solucionar os problemas supracitados.
Fica evidente, portanto, a relevância do debate acerca do patrimônio natural brasileiro. Desse modo, o Superministério da Economia - principal responsável pela infraestrutura do país - deve, por meio de articulações e acordos com o Poder Legislativo, criar leis para que os grandes agricultores do país implantem um sistema sustentável em suas terras, de modo que não precise ocorrer os desmatamentos para funcionar o agronegócio privado. Tal plano deverá focar, principalmente, em aliar o desenvolvimento econômico com os cuidados com a flora nacional, o que resulta em uma eficiência da administração do Estado. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos promulgados em 1948.