Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 01/09/2020
O agronegócio, desde a colonização do país, é a principal atividade econômica praticada no Brasil. Todavia, nos últimos anos, essa prática passou a crescer, o que é um empecilho para à fauna e flora nacional, dado que para ter mais áreas utilizáveis na pecuária e agricultura, grandes áreas de florestas são destruídas. Além disso, os lençóis freáticos também são afetados pela expansão das atividades agrícolas, pois isso resulta no maior uso de agrotóxicos, os quais infiltram no solo e contaminam as águas subterrâneas.
Em primeiro lugar, a expansão da fronteira agrícola na atualidade está de sentido centro oeste a norte. Consequentemente, as áreas afetadas pelo desmatamento que busca expandir as terras para práticas agropecuárias, serão correspondentes à floresta amazônica, que é a maior riqueza natural do país. Ademais, a biodiversidade desse bioma é afetada, dado que espécies da flora são destruídas, e os animais tem seu habitat devastado.
Por outro lado, a principal atividade ligada a expansão do agronegócio no país, é a agricultura latifundiária produtora de commodities, que faz grande uso de agrotóxicos para uma maior produtividade. Tal fato é um problema para os aquíferos, visto que os insumos agrícolas infiltram no solo e contaminam as águas subterrâneas, que perdem sua aptidão para consumo, porque os produtos agrícolas são tóxicos aos humanos. Por conseguinte, a expansão agrícola resultará em uma maior poluição dos lençóis freáticos, e mais águas perderão a capacidade para consumo.
Portanto, a fim de combater o crescente desmatamento causado pela expansão do agronegócio, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente invista na contratação de mais agentes do IBAMA, que realizarão a fiscalização da destruição das florestas, e irão multar e prender os destruidores da natureza. Além disso, para diminuir o uso de agrotóxicos, o Ministério da Fazenda deverá incentivar os produtores à agricultura sustentável em troca de créditos, uma vez que essa prática agrícola não faz uso de agrotóxicos, o que preserva as águas subterrâneas.