Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 27/12/2020

A Revolução Verde, iniciada em meados do século XX, trouxe inúmeras transformações vantajosas para o agronegócio, como o aumento da produção e melhor aproveitamento de terras. Contudo, mesmo com inúmeras inovações positivas, também foram gerados problemas que persistem na contemporaneidade. Dentre eles estão os danos ao meio ambiente e a intensa concentração fundiária que causa prejuízos por todo o Brasil.

A princípio, consoante ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano de 2019 os biomas brasileiros, em especial o bioma da Amazônia e Pantanal, sofreram alta exploração devido ao agronegócio, o que afetou diretamente o equilíbrio de suas faunas e floras locais. Desse modo, nota-se que, mesmo que existam leis que proíbam o uso das técnicas mais negativas, a degradação do meio ambiente ainda ocorre com frequência. Com isso, vê-se que tais atos decorrem do alto pensamento lucrativo que se sobrepõem aos cuidados necessários com a natureza no momento da retirada de recursos naturais, algo que deve ser combatido antes que os biomas brasileiros sejam extintos.

Outrossim, no início da colonização do Brasil, pelos portugueses, surgiu a política das Capitanias Hereditárias, a qual dividia o Brasil em quatorze trechos que foram distribuídos a certos nobres que vieram de Portugal. Nesse ínterim, se torna claro a díficil herança histórica que mantem-se atualmente, sendo essa, a grande concentração fundiária, ou seja, a concentração de terras nas mãos de poucos. Assim, mais empecilhos surgem, o que causa maior instabilidade da população, uma vez que o lucro, a alimentação e a moradia permanecem distantes de serem alcançadas democraticamente.

Portanto, a fim de que o nefasto cenário do agronegócio seja superado, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente, por intermério de verbas provenientes de impostos e tributos, crie projetos de preservação ambiental. Para isso, devem ser feitas pesquisas que localizem as áreas mais afetadas com a alta exploração, especificamente nos biomas que correm mais riscos, para que sejam reflorestadas e demarcadas como áreas de conservação. Espera-se, com isso, que as florestas brasileiras possam permanecer vivas por longos períodos. Ademais, o Estado deve planejar uma reforma agrária que contemple o maior número possível de cidadãos, com intuito de que as terras sejam distribuídas de maneira democrática.