Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 19/09/2020

O documentário “Cowspiracy” aborda sobre como a agropecuária intensiva está dizimando os recursos naturais no mundo, de forma que este fique prejudicado. No Brasil, esse cenário não é diferente, tendo em vista que a agricultura e pecuária são as atividades que mais gera lucros e empregos. Então, cabe apontar o capitalismo desenfreado e o comportamento individualista como fatores principais na expansão do agronegócio.

Sob esse viés, é imprescindível o papel do sistema capitalista nessa problemática. De acordo com o filósofo Karl Marx, o capitalista se preocupa apenas em lucrar, independente da maneira a ser feito. Seguindo por essa perspectiva, os grandes pecuaristas visam primeiramente o aumento do seu capital, com isso, expandem sua área de produção para comportar um maior número de pasto e gado, muitas vezes utilizando queimadas e tomando terras de povos indígenas. Assim, muitos biomas são destruídos, acarretando na extinção de diversas espécies.

Outrossim, o pensamento egoísta de tais produtores também é um empecilho para uma agropecuária mais ecológica e menos abusiva com o meio ambiente. Conforme o filósofo Thomas Hobbes, o maior inimigo do ser humano é ele próprio. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais sustentam essa afirmação, mostrando que, apenas em 2019, o número de queimadas cresceu 70%, sendo, sobretudo, para produção agrícola. Dessa forma, além da natureza ser danificada, também afeta diretamente a vida de indígenas, que perdem suas moradias devido ao fogo.

Dado o exposto, é indiscutível que medidas devem ser tomadas para minimizar e, posteriormente, combater esse problema. Desse modo, o governo federal, por meio do poder legislativo, deve criar uma lei permanente que proíba a atividade pecuarista abusiva, e que vigore em todo o território brasileiro. A fim de provocar uma mudança positiva nesse atual panorama e promover a conservação do meio ambiente.