Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 23/09/2020

O artigo 225 da Constituição Brasileira de 1988 garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado ao cidadão brasileiro. No entanto, no cenário atual, a exploração e a devastação ambiental pelo agronegócio vem suprimindo essa prerrogativa. Uma vez que, a manutenção da estrutura de poder da elite agrária, assim como a expansão desenfreada das áreas de plantio são um entrave à cidadania plena do brasileiro.

À primeira vista, é importante lembrar que o poder atribuído aos latifundiários na política e na economia vem desde a primeira república. À guisa de exemplo, a Constituição de 1891 que é conhecida como “de fazendeiro” e o Convênio de Taubaté. Na atualidade, a perpetuação dessa influência permanece na Bancada Rural por exemplo, assim como na concessão de privilégios pelo Governo aos empresários agrícolas. Assim, o descaso do meio ambiente é algo que precisa ser combatido com o intuito de evitar prejuízos a pequeno e longo prazo.

Em segundo lugar, é indubitável a importância do agronegócio na economia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua influência corresponde cerca de 21,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Contudo, a falta de equilíbrio aristotélico, ou seja, o uso extremo da natureza está causando prejuízos que afetam tanto o presente quanto o futuro. O desmatamento para áreas cultiváveis e para a pecuária, o pisoteamento do solo pelo gato, o uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes, as queimadas para limpar o terreno vem destruindo o meio ambiente, assim como dificultando a qualidade de vida do cidadão.

Logo, medidas são necessárias para diminuir os impactos causados pelo agronegócio. Em primeiro lugar, cabe ao Governo Federal a redução de privilégios dos empresários agrários, por meio de Emendas Constitucionais que visem proibir o uso dos agrotóxicos mais perigosos à natureza,  a delimitação da área de desflorestamento permitido, assim como priorizar a reflorestação de áreas já utilizadas, com o fito de garantir que as futuras gerações possam usufruir de um meio ambiente equilibrado.