Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 24/09/2020
A Revolução Agrícola ocorreu entre os séculos 18 e 19 e foi responsável, principalmente, pela maquinação rural e elevação do uso de técnicas químicas, como adubo sintético, o que contribuiu com a elevação da produção e o constante aumento das áreas de plantio. No entanto, é válido ressaltar que a expansão do agronegócio pode acarretar diversas contrariedades, como a majoração do êxodo rural e da degradação ambiental. Por consequência, são necessárias medidas para reverter esses problemas.
Em primeira análise, um dos fatores que contribuiu com a Revolução Industrial Inglesa foi a Lei de Cercamentos, que confiscou a terra de milhares de camponeses para fins de cultivo. Com isso, os agricultores foram forçados a migrar para as cidades em busca de emprego. Além disso, na obra “O Quinze”, de Raquel Queiroz, a família da protagonista saiu da área rural nordestina e mudou para o Sudeste, pois seu território foi invadido por uma plantação monocultora. Desse modo, é possível afirmar que a posse de áreas para fins de plantio fomenta o êxodo rural, uma vez que a população camponesa necessita de achar outro recurso para conseguir sobreviver.
Outrossim, de acordo com a Teoria Malthusiana, o crescimento populacional cresceria excessivamente enquanto a produção alimentícia não o acompanharia, fazendo com que os produtores rurais precisassem de mais territórios para conseguir produzir mais alimentos, inibindo o crescimento vegetal. Por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, de 1979 a 2016, o plantio de soja no Cerrado passou a ocupar 68 por cento do Centro-Oeste, estabelecendo-se nos lugares que, antigamente, pertenciam à vegetação nativa. Portanto, a crescente demanda por produtos pode causar danos à natureza, dado que faz os produtores elevarem suas produções.
Por conseguinte, são necessárias ações capazes de mitigar essas problemáticas. O Ministério do Meio Ambiente deve reduzir o êxodo rural, por meio da criação de normas que protejam as residências dos povos rurais, a fim de que a amplificação agrícola não ocupe os territórios deles. Ademais, os governos municipais devem proteger as áreas ambientais dos seus municípios, por intermédio da proibição da ocupação do plantio nas áreas demarcadas, a fim de que não haja a intensa degradação ambiental. A partir dessas atitudes, o combate aos malefícios da expansão do agronegócio no Brasil terá êxito.