Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 01/10/2020

A Revolução Verde, ocorrida entre a década de 60 e 70 no Brasil, transformou a produção agrícola com a modernização no campo a partir do uso das novas tecnologias à época. Nesse contexto, o agronegócio no país atua de forma importante em sua economia, porém implica nos âmbitos ambientais e sociais. Com efeito, esse recurso causa impactos no meio ambiente e a concentração fundiária, sendo necessária a realização de medidas sustentáveis e igualitárias para reverter esse cenário.

Primeiramente, os insumos utilizados no campo durante a agricultura podem gerar controversas ao meio ambiente. Nesse sentido, uma das técnicas de modernização do plantio estimulada pelos governos militares em 1970 foi o CAIs (Complexos agroindustriais), que compreendia empresariar o campo. Contanto, esse método intensificou o desmatamento e a compactação dos solos, ao recorrerem de materiais prejudiciais nas áreas de produção alimentícia, têxtil e de biocombustíveis. Como resultado, os agrotóxicos que agem nas plantas são exemplos desses materiais que destroem vegetais e o solo, já que são escassas as políticas de sustentabilidade.

Outrossim, se tornou difícil o acesso de pequenos proprietários rurais em suas lavouras, agravando a situação à concentração fundiária. Dessa maneira, esse acesso restrito foi reforçado pela Lei de Terras em 1850 decretada pelo imperador Pedro II, que dividiu a zona rural em latifúndios. Conquanto, a terra foi transformada em mercadoria, favorecendo somente os grandes proprietários e dificultava a admissão aos ex-escravizados e imigrantes. Assim, a quantidade de extensões brasileiras ficou na mão de poucos, convertendo-se em uma desigualdade social.

Torna-se evidente, portanto, que é imprescindível mitigar as polêmicas relacionadas ao agronegócio no país como os impactos ambientais e a concentração fundiária. Por isso, o Superministério da Economia em parceria com o Ministério do Meio Ambiente devem ampliar projetos de medidas sustentáveis - que foquem em uma ética ambiental, aliando o desenvolvimento econômico e os cuidados com a flora -, por meio de articulações e acordos com ONG’s. Desse modo, a nação verde-amarela assistirá a novos roteiros sociais.