Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 07/10/2020
“A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem”, esta é uma citação feita em um texto judaico, no qual pode-se claramente ligar com a atual expansão do agronegócio no Brasil. Uma vez que, o agronegócio, apesar de fazer a economia fluir, gera a degradação do solo e águas da região, além de contribuir com o aumento do desmatamento das florestas do país.
Sobretudo, é necessário reconhecer a importância de florestas, rios e lagos para o meio ambiente, principalmente as que se encontram totalmente ameaçados por lavouras e criações de gado, pois quando os agrotóxicos e outras substâncias químicas usadas nessas atividades rurais adentram o solo, acabam contaminando o lençol freático da região e, consequentemente, afeta a vegetação local que passará a absorver essas substâncias nocivas. Além de que, os estercos de animais e fertilizantes usados em lugares próximos a lagos, rios e riachos podem provocar um excesso de algas e outras plantas aquáticas, gerando uma eutrofização dessas águas e mortes de centenas de seres vivos que ali habitavam.
Ademais, os produtos químicos não são os únicos que trazem esse peso de “vilão” para a expansão do agronegócio. Também tem o fato de que, esse nicho econômico requer um espaço considerável para que haja uma produção rentável a grandes empresas. Ao passo que não se tenham essa área, o desmatamento é visto como único meio para consegui-la, o que é possível de se afirmar, pois a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura afirmou que o agronegócio foi responsável por quase 70% do desmatamento da América Latina, sendo o principal motivo, a expansão para pastagem extensiva.
No entanto, para que a problemática gerada pela expansão do agronegócio no Brasil seja resolvida, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e as grandes empresas, como a BRF, invistam em pesquisas para descobrir um meio alternativo e eficaz para que sejam reduzidos o espaço necessário para conseguir uma produção que, eventualmente, venha a suprir as demandas atuais e futuras das matérias-primas geradas pela agricultura e dos produtos derivados da pecuária, visando a preservação da fauna e flora brasileira, em prol do planeta e da humanidade.