Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 07/10/2020

A Segunda revolução industrial, que teve início em meados do século XIX, gerou inúmeros avanços em diversos setores de produção, incluindo o agronegócio. Novas formas de desenvolvimento sustentáveis surgiram visando preservar o meio ambiente e passou-se a utilizar técnicas de plantio conscientes e inovadoras, desmatando o mínimo possível. Entretanto, percebe-se que a realidade no mundo contemporâneo é outra, com grileiros, garimpeiros ilegais e donos de grandes latifúndios desmatando e queimando áreas que deveriam ser de preservação sem controle e fazendo o uso intensivo de produtos químicos que contaminam o solo, rios e lençóis freáticos, provocando consequências irreversíveis para determinada região.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que com base no relatório do fundo mundial da vida selvagem (WWF), na Amazônia há 45% mais queimadas do que na última década inteira. Não só a Amazônia, mas também o Pantanal vive os maiores focos de incêndios desde 1988. Nesse sentido, de acordo com Jean Paul Sartre, o homem está condenado a ser livre, pois, uma vez lançado ao mundo, ele é responsável por tudo que faz, e infelizmente o ser humano o ser humano possui uma dívida alta com a natureza devido às suas ações cegas pela ganância, mas que enquanto ainda há tempo, pode ser quitada.

Ademais, outro grande fator que possui efeitos negativos permanentes é o uso exagerado de agrotóxicos. Esses agroquímicos são utilizados, principalmente, no extermínio de pragas, doenças, e plantas parasitas. Porém, na maioria das vezes a exposição é altíssima e caba gerando impactos prejudiciais tanto na fauna quanto na flora e, logo, afetando até mesmo o ser humano.

Conclui-se, portanto, que há entraves na preservação do meio ambiente em nosso país. Por consequência, cabe ao Ministério do Meio Ambiente enrijecer suas leis protecionistas, aumentando consideravelmente os valores pagos por infrações graves, objetivando atingir grupos de atividades clandestinas e os donos de grandes latifúndios. Também o aumento da fiscalização em áreas de conservação que muitas vezes passam despercebidas, a fim de identificar atividades criminosas ilegais em maior quantidade. A partir de tais ações, espera-se diminuir os prejuízos ambientais ocasionados pela expansão do agronegócio no Brasil.