Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 12/10/2020
Desde a Revolução Verde, iniciada em 1940, o processo agrícola se expandiu drasticamente junto a modernização e capitalização do campo. Similar a isso, os impactos da expansão do agronegócio brasileiro mostra-se evidente na situação hodierna. Visto que, não só o exôdo rural estimulado pelo desemprego, como também os efeitos na saúde e meio ambiente tornaram-se consequências do agronegócio.
Em primeiro plano, vale destacar o aumento da mecanização do campo como fator determinante para o crescente desemprego e para o êxodo rural. No livro “Urupês”, de Monteiro Lobato, é retratado o descaso do Governo em relação a área rural e toda sua miséria, no qual é narrado a vida de Jeca Tatu, um simples trabalhador rural ingênuo e analfabeto. De maneira análoga, todo esse descaso influencia na ida da população agrária para as cidades, que vão em busca de empregos e melhores condições.Todavia, nesse processo eles sofrem diversas dificuldades seja a moradia em áreas periféricas e perigosas, seja no obstáculo de encontrar um novo emprego com a pouca educação adquirida.
Outrossim, é importante ressaltar o impacto da problemática tanto no meio ambiente, como também na saúde populacional. Segundo o G1, a expansão do agronegócio ameaça destruir a vegetação do Pantanal em um prazo de 45 anos. Não só o Pantanal, mas também todo o Brasil vem se tornando suscetível à crescentes poluições aquíferas, desmatamentos, mudanças climáticas extremas e destruição da fauna. Além disso, o uso intensivo de agrotóxicos nessas produções traz outra problemática em questão, sendo essa as péssimas condições de saúde que os brasileiros vem enfrentando. Visto que, a toxidade desses produtos acabam interferindo no bem-estar populacional.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Dessa forma, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com instituições privadas, um projeto que insira no mercado de trabalho os trabalhadores rurais presentes na área urbana, através de cursos profissionalizantes que adequem esses aos novos requisitos trabalhistas. Assim como um investimento em programas de estágio em tais instituições que preparem os moradores rurais para a realidade urbana. Além disso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente um investimento no desenvolvimento de novas técnicas agrícolas, que não afetem tão exacerbadamente a vegetação e vise a sustentabilidade ambiental. A fim de que os direitos sociais e ambientais promulgados pela Constituição Federal de 1988 sejam finalmente efetivados, tornando a expansão do agronegócio em algo unicamente positivo.