Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 10/10/2020
Desde o início da colonização brasileira, o agronegócio é uma das principais atividades econômicas do país, desde o cultivo da cana-de-açúcar e da extração do pau-brasil, primordialmente, até o cultivo da soja e a pecuária extensiva na atualidade. Entretanto, existem diversas polêmicas acerca da expansão do agronegócio no país e dos impactos negativos causados por essa importante fonte de riquezas. Nesse contexto, deve-se analisar como o avanço da fronteira agrícola juntamente com a concentração fundiária contribuem com os danos causados por esta prática à sociedade brasileira.
Primeiramente, uma das principais questões acerca do aumento do agronegócio é o constante avanço da fronteira agrícola, que segue gerando o crescimento nos índices de queimada e desmatamento no país. Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), os dados relacionados a destruição dos biomas brasileiros voltou a crescer após um longo período de quedas. Esse fato é consequência inegável de uma busca desenfreada por maior lucro para os grandes proprietários de terras, que desejam uma maior área para a produção das monoculturas e criação de animais.
Em consonância com o avanço da fronteira agrícola, há no Brasil grande concentração fundiária nas mãos dos grandes proprietários de terra, que são indivíduos com grande poder político e econômico. De acordo com o teórico político Rousseau, a propriedade privada é a origem e a responsável pelo aprofundamento de todas as desigualdades. Nessa perspectiva, a concentração de grandes latifúndios na mão de poucos donos ocasionou no campo uma grande desigualdade na concorrência para os pequenos produtores, que vendiam suas propriedades e partiam para os centros urbanos com expectativas de melhores condições de vida.
Sendo assim, é importante que sejam criadas alternativas para melhorar a prática do agronegócio no país, que ocorre desde que o país era uma colônia, sem esquecer da função social dessa atividade. O Ministério do Meio Ambiente, responsável pela preservação da fauna e flora no país, deve aumentar a fiscalização da manutenção dos biomas brasileiras, por meio de maior investimento a órgãos competentes como o IBAMA, a fim de promover a preservação ambiental. Já o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, deve fazer cumprir a lei e realizar a reforma agrária, por meio do artigo 1° da Constituição Federal de 1988, com o objetivo de diminuir as desigualdades.