Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 12/10/2020

A teoria da seleção natural, do cientista britânico Charles Darwin, mostra que a ganância ascensão social e pelo dinheiro, tem levado a destruição da natureza. Destarte, a expansão do agronegócio no Brasil, tem gerado diversas polêmicas no mundo todo, principalmente no Brasil: desmatamento da floresta Amazônica que se alastrou nos últimos anos e o registro de maior número de queimadas no Pantanal, em uma década. Por conseguinte, isso acende debates e conflitos em todo o mundo, seja pela diminuição de verbas na contratação de brigadistas por parte do governo federal, seja pela expansão do agronegócio.

Em primeiro lugar, deve-se avaliar os efeitos da redução do dinheiro gasto para prevenção e controle de incêndios florestais em áreas federais. De acordo, com pesquisas do site uol, nos anos 2019 e 2020 a atenuação foi crescente, sendo de 58% na empregação de profissionais que realizam esse serviço. Dessa maneira o número de queimadas, só cresce assustadoramente. Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2018, foram detectados 2.662 centros, em 2019, constatou que aumentou para 6.315 e em 2020, elevou se para 7.098 focos de queimadas no Amazonas.

Em segundo plano, a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o agronegócio representa 21% do Produto Interno Bruto (PIB), brasileiro, sendo assim uma grande parte da economia do País, além do mais, essa atividade se encontra em plena expansão. Todavia, o crescimento do agronegócio é satisfatório apenas em um cenário econômico, pois o mesmo busca o desenvolvimento acelerado e o lucro imediato. Contudo, em uma perspectiva ambiental, esse avanço gera preocupação em relação aos impactos ambientais causados pela superexploração do meio ambiente, tais como: desmatamento, perda da biodiversidade, degradação do solo, geração de resíduos, contaminação do solo, ar e água e esgotamento dos recursos hídricos.

Levando em consideração esses aspectos, entende-se que o governo federal somado à iniciativa privada poderiam solucionar esse problema. O governo poderia incentivar mudanças nas técnicas de manipulação do solo e reflorestamento das áreas não utilizadas. Enquanto, a iniciativa privada poderia abrir um fundo de investimento, para pesquisa de melhores formas de aproveitamento do solo, água e reflorestamento. Em adição, sempre haver brigadas capacitados para apaziguar e combater o fogo nessas regiões. O agronegócio e meio ambiente, portanto, pode não significar a destruição de imensas áreas e genocídio de animais, desde que existam gestores competentes e profissionais tecnicamente qualificados para lidar com essa questão.