Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 13/10/2020
O mito da caverna de Platão descreve situações de pessoas que se recusavam a observar a verdade por medo de sair da sua zona de conforto. De maneira análoga, percebe-se que no limiar do século XXI, a realidade brasileira configura-se no mesmo impasse no que diz respeito as polêmicas acerca do agronegócio. Diante disso, existem fatores que fomentam tal quadro de iniquidade, como a ineficácia da fiscalização estatal, além do desflorestamento ambiental. Assim, torna-se imprescindível a resolução do impasse.
A priori, é valido reconhecer que grande parte do desmatamento provém do aumento do agronegócio. De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), houve um aumento no desmatamento na Amazônia em 171% de abril de 2019 em comparação a abril de 2020. No entanto, constata-se que esse comportamento não é questionado, por conta do agronegócio ser dominado por pessoas que possuem hegemonia econômica no país. Sendo assim, é possível observar que se faz necessário um posicionamento estatal para contornar o desflorestamento.
Além disso, o problema não se encerra em si, é possível reconhecer a negligência na fiscalização governamental quanto a preservação do meio ambiente. Contudo, torna-se evidente que leis como, o novo código florestal outorgado em 2012, acabam se tornando supérfluo visto que não são utilizadas pela população de maneira correta. No entanto, é possível observar que caso as políticas preventivas fossem usadas corretamente o agronegócio iria evoluir de maneira contínua e sem prejudicar o meio ambiente.
Infere-se portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que vissem um mundo melhor. Isso pode ser feito a partir de reforço na fiscalização ambiental, por meio do Ibama, promovidas pelo ministério do meio ambiente. A partir dessas ações, promover o agronegócio de maneira sustentável.