Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 13/10/2020

Desde o limiar do Império Brasileiro (1822-1889), a agricultura tem notoriedade na economia nacional, haja vista os ciclos da agricultura comandados pelo Brasil, tais como da Cana de Açúcar, Café e hoje Soja. Do século XX em diante, discutiu-se muito a respeito das polêmicas causadas pela expansão do agronegócio no Brasil. Tanto pela expansão desenfreada das terras agrícolas, como o uso irreprimível da monocultura.

Da década de 1960 aos anos 2000, o Brasil passou a ser uma potência do agrobusiness mundial, crescendo exponencialmente graças aos incentivos fiscais, tecnológicos e o bom solo. Na contramão ascendente da produção percebeu-se a diminuição de áreas de proteção e reservas ambiental. Segundo dados da EMBRAPA, o Brasil tem 7,6% do território ocupados por plantações, ao tempo em que 66% do território é protegido por reservas e áreas de proteção, que representa, ainda, um bom nível, comparado aos outros países.

Incontestavelmente, ao contrário do que se pensa, o Brasil não se encontra em um dilema. Acredita-se, no senso comum, que para ter aumento na produção é necessária aumento de áreas cultiváveis. Entretanto, graças ao avanço da tecnologia,  é possível ter mais resultados com menos áreas. Segundo estudo “Projeções do Agronegócio até 2028” (2019, EMBRAPA), a produção deverá crescer em proporção inversa ao aumento de terras cultiváveis. Ou seja, o incremento de áreas de plantio não será o principal desafio.

Diante do exposto, sabe-se que o desafio do desmatamento em prol de áreas de plantação vem sendo superado com o avanço da tecnologia empregada pelos Órgãos de fiscalização, com uso de satélites e drones, mas que ainda não é suficiente. É necessário, sim, que haja um aumento nos recursos, por parte do Governo Federal, no combate ao desmatamento ilegal, aliado à campanhas de conscientização contra a prática de monocultura, que agride o solo permanentemente em alguns casos. Aliando boas práticas com o avanço tecnológico, é possível ter um agronegócio forte e conscientemente ecológico.