Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 13/10/2020

Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da miséria. Talvez hoje, ele percebesse acertada sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente as polêmicas acerca da expansão do agronegócio na sociedade sendo uma das faces mais perversas de um território em desenvolvimento. Com isso, surge a problemática do aumento dos negócios relacionados pela agricultura e pela pecuária que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência das leis, seja pela lenta mudança da sociedade.

A elaboração da Constituição Federal, há 30 anos, foi baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos, incluindo a fauna e flora pela diminuição da oxigenação e pela deficiência no consumo humano. Entretanto, é notório que o Poder Público cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que existe uma grande preocupação da social e ambiental pelo uso de agrotóxicos e desperdícios de alimentos a longo prazo, necessitando de regras eficientes. Dessa maneira, percebe-se que essa questão de vulnerabilidade na federação, não só configura um desrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal e que, portanto, deve ser modificada em todo território nacional.

Deve-se destacar a longa modificação como um dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantem o conforto coletivo. No entanto, nota-se, no Brasil, que essa amplificação diminui a expectativa de vida, mas infelizmente apenas é praticado o capitalismo desenfreado. Dessa forma, é inaceitável, em pleno terceiro milênio, que os produtos continuem alienando as associações em prol de riquezas, violando o que é exigido constitucionalmente.