Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 14/10/2020

O filósofo e economista Adam Smith afirmou que: “O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção” e este pressuposto fundamenta a maioria das relações do mercado, como o agronegócio, marcado por grandes polêmicas acerca de seus métodos e impactos na sociedade e na natureza, ainda mais considerando que este é responsável pelo principal forma de rendimento econômico no Brasil, e expressivas são as suas consequências por causa da falta de práticas sustentáveis e motivados pela alta demanda do mercado desenfreadamente consumista.

Em primeiro plano, a análise das polêmicas do avanço do agronegócio evidencia que a escassez de método voltados a sustentabilidade dentro desse meio é a principal causa dos impactos ambientais relacionados a essa problemática. Na Revolução Industrial, foi evidenciado como o ambiente é degradado a partir de práticas irresponsáveis voltadas apenas na produção tanto de alimentos, como de outros produtos, e isso continha sendo observado atualmente, na intensificação do uso de defensivos agrícolas, nos métodos para preparar o local que será utilizado por meio de queimadas, e também nas disputas de terras que são um problema grave para o Brasil, além das consequências destes que são o desmatamento, contaminação de lençóis freáticos e riscos à saúde dos trabalhadores expostos, ressaltando a importância do debate sobre o assunto.

Nessa perspectiva, é preciso ressaltar a forma como a grande demanda do mercado, promovida pelo consumismo descontrolado da atual geração, estimula o desenvolvimento do agronegócio focado unicamente na produção final e no seu lucro. Segundo a teoria malthusiana, existe uma irregularidade no crescimento populacional e na produção alimentícia de forma aritmética, e desse mesmo modo a elevada procura de produtos incentiva com que os produtores busquem formas de acelerarem o processo, e assim a procura de atender essas exigências incentivam o uso agrotóxicos e de outros produtos químicos, que causam a perda da biodiversidade e a eutrofização dos recursos hídricos. Logo é imprescindível a elaboração de métodos que tornem o agronegócio mais consciente e ecológico, principalmente por ser o setor mais importante da economia brasileira.

Torna-se evidente, portanto, que é papel do governo, na figura dos Ministérios de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e do Meio Ambiente, em conjunto com os órgãos competentes, estabelecer um maior controle das áreas do meio ambiente protegidas pelo IBAMA, intensificar e propor uma fiscalização mais rigorosa do uso de agrotóxicos, podendo promover a reavaliação destes a cada três anos para que sejam priorizados os com menor potencial de toxicidade, além de propor palestras sobre o incentivo da prática do agronegócio e consumo sustentável em instituições de ensino básico e superior.