Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 14/10/2020

Desde o início da nossa história, quando Portugal achou as terras brasileiras, há uma disputa delas acerca de seu domínio para cultivo. Como, por exemplo, a invasão dos holandeses no nordeste brasileiro em busca da cana-de-açúcar. Dessa época até a atualidade, só tem se intensificado as discussões sobre terras, precisamente com a evolução do agronegócio. Com isso, surge a problemática que cresce intrinsecamente ligado seja a necessidade econômica, seja pela desigualdade social no campo.

O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo, e por isso depende de sua produção. O produto, que é advindo desse agronegócio, gera muita renda e corresponde a 1/3 do PIB brasileiro. Dessa forma, o que é produzido traz grandes ganhos ao país e não podem ser ignorados. Com isso, devemos lembrar a fala de Margaret Thatcher que dizia a importância de deixar a economia ser livre para que haja seu crescimento.

Por outro lado, é importante observar a crescente desigualdade nos campos. Isso se comprova quando apenas 9,8% das propriedades rurais ocupam metade do território nacional. Devido a isso, o êxodo rural – fenômeno social que leva pessoas do campo para os grandes centros urbanos – só aumenta desencadeando mais desemprego e desigualdade nas cidades brasileiras. Dessa forma, nos remete ao que foi dito pelo poeta romancista Victor Hugo, que o progresso roda sobre duas engrenagens, mas que sempre tem uma esmagando a outra.

Por fim, é preciso que haja uma revisão na forma em que o agronegócio é tratado no Brasil. Dito isso, faz-se ideal a atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento intermedie um acordo com os grandes latifundiários e a agricultura familiar, para que possam oferecer maior emprego e terras aos pequenos agricultores. Após esse acordo, será possível um crescimento econômico acompanhado de uma queda na desigualdade social.