Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 14/10/2020
O desenvolvimento tecnológico surge trazendo diversos aspectos positivos para a população, contudo, o seu uso exacerbado ocasiona problemas ambientais, como pode-se observar no agronegócio. Apesar de ser um grande responsável pela dinamização da economia brasileira, também se responsabiliza pelo aumento de alguns dos impactos ambientais, como o desmatamento, a perda da biodiversidade e a degradação do solo, estes causados pelo desejo de lucro imediato e exploração inadequada, sem o devido respeito às leis ambientais.
De acordo com Daniel Panobianco, “O homem, com sua insana ambição de desmatar e queimar hoje para colher riquezas com grãos e gado amanhã, mal sabe as consequências para si próprio no futuro tão próximo. Tudo o que se pratica contra a natureza, volta” , é possível fazer uma ligação com o atual cenário do agronegócio no Brasil. O desejo para sua expansão está no aumento do capital lucrativo, porém o custo que essa ação pode obter é bem maior. A perda da diversidade pode ser exemplificada pelo Cerrado e a Mata Atlântica que já estão na lista dos biomas com alta diversidade ameaçados a extinção, ocasionados pelo aumento do desmatamento. Ao analisar essa situação, é interessante questionar o real benefício, pois essa expansão em busca de maior lucro pode trazer consequências futuras que causem gastos ainda mais caros para reverter os impactos.
Marx, em uma das suas citações disse que o capitalismo gera o seu próprio coveiro, e conforme a sociedade vai evoluindo é possível observar uma veracidade nessa citação. Apesar de existir a legislação ambiental, infelizmente não ocorre a devida fiscalização, tornando-se ineficiente em grande parte dos casos, ao observar os dados percebe-se que são raros os casos de punição por crimes ambientais, e nos casos em que ocorre, as punições não são tão rígidas e à reparação dos danos não é posta em prática corretamente, e a área degradada normalmente não é reparada de maneira eficiente, com menos de 50% de sua área recuperada.
Sendo assim, torna-se evidente a necessidade de que os órgãos responsáveis pelo meio ambiente possam intensificar as fiscalizações nas áreas, para dessa forma obter um maior controle das áreas florestais protegidas, buscar meios tecnológicos que possam conciliar para melhor observação, evitando assim a expansão do agronegócio e auxiliando na redução do desmatamento e queimadas. Cabe a mídia nacional e o IBAMA, a realização de intervenções que promovam o desenvolvimento do agronegócio sustentável, assim como campanhas sobre preservação ambiental e o partilhamento das leis ambientais para com a população, com total intuito de melhorar a harmonia entre os seres humanos e o meio ambiente.