Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 16/10/2020

Na novela “O rei do gado”, é retratada a questão da agropecuária no Brasil, destacando os problemas enfrentados e sua relação com a política brasileira. Hodiernamente, fora da ficção, embora após anos de inovações tecnológicas e expansão do setor terciário, a pecuária e a agricultura ainda são de extrema importância para a balança comercial do país, apesar da sua otimização promover polêmicas, sejam ambientais, sejam sociais. Nesse sentido, medidas devem ser tomadas para contornar esse impasse e promover um desenvolvimento conciliatório.

Em primeiro plano, com o advento da Colonização brasileira e a instauração do modo “Plantation” de produção, tornou-se evidente que a monocultura exportadora, somada à pecuária, dominariam o cenário nacional por décadas. Na atualidade, muito embora de fundamental importância para o progresso da nação, esse setor tem deflagrado problemas irreversíveis. Esse fato é elucidado pela sua ampliação que, no Brasil, é diretamente proporcional ao desmatamento. Posto isso, indo de encontro aos tópicos da sustentabilidade, a agropecuária brasileira é a maior promovedora da degradação ambiental, o que além de intensificar o efeito estufa, contribui para a extinção de biomas, logo, de plantas e animais nativos.

Ademais, apesar da destruição natural já ser um fator bastante para a deflagração de debates constantes, é fundamental destacar os fatores sociais que potencializam esse quadro. Diante dessa máxima, ao analisar o acréscimo dessas atividades primárias, verifica-se que, em sua maioria, essas ações predatórias geram conflitos com populações tradicionais, como indígenas e ribeirinhos. Dessa forma, além de aumentar a violência no campo, essa conjuntura viola os Direitos Humanos, a medida que, em nome do desenvolvimento, brasileiros são mortos, silenciados e segregados. Nessa ótica, a defasagem no que se refere à questão do agronegócio reverbera as atuais complicações, em que o progresso não acontece para todos e a lucratividade se sobrepõe à preservação ambiental.

Diante dessa máxima, visando solucionar esse quadro e levando em consideração a importância do setor primário, o Governo Federal, na figura do Ministério da Ciência e da Tecnologia, deve financiar estudos e projetos voltados ao setor agrícola, mediante análises biológicas e químicas que atendam às necessidades  nacionais, para que, assim, a produção aumente sem depender da exploração de novos ecossistemas. Desse modo, além de promover o enriquecimento nacional, essa realidade solucionará os entraves supracitados, visto que biomas, como o Cerrado e a Amazônia não serão mais danificados e as populações tradicionais serão respeitados.