Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 22/10/2020
A evolução da espécie humana é marcada por diversas transformações antrópicas que visam facilitar a vida de uma comunidade. Neste sentido, dentro da sociedade mundial, têm-se propagado diversos estilos de produção de insumos em larga escala, como o agronegócio. Haja vista, no Brasil, sua expansão fez com que a economia tivesse uma expressão considerável para o Produto Interno Bruto (PIB), no entanto, este modelo de produção estabelece uma relação desigual com a natureza e com as populações que dependem de terras demarcadas. Em primeiro lugar, o Brasil vem sofrendo com o sucateamento de leis que visam à exploração consciente da terra e à proteção de biomas. Com isso, latifundiários aproveitam-se dessa legislação falha, cedida pelo Governo, para não cumprirem diretrizes fundamentais para a manutenção do solo. Assim, há uma alta degradação de florestas, como a Amazônica, que, somente em 2020, perdeu mais de 12% de sua vegetação pela falta de rotação de culturas, segundo o jornal O Globo. Em segundo lugar, povos indígenas e quilombolas vêm padecendo, cada vez, mais por conta da expansão desenfreada do agronegócio dentro de suas terras. Haja vista, a mudança, sancionada pelo Governo, de colocar o Ministério da Agricultura para cuidar das terras destinadas a essas populações facilitou a entrada de latifundiários em áreas demarcadas, assim como, houve a diminuição do número de delimitações, que deveriam ser realizadas por esse Ministério, no ano de 2020, segundo a revista Exame. Tendo em vista as problemáticas levantadas até aqui, fazem-se necessárias ações para coibir o avanço desequilibrado do agronegócio no Brasil. Portanto, cabe ao Governo, em parceria com o Poder Legislativo, sancionar leis que visam à exploração consciente da terra. Isso poderia ser feito através de emendas as quais obrigariam fazendeiros a investir mais em biotecnologia, o que resultaria, por conseguinte, em uma queda considerável nas degradações ambientais da atualidade. Por fim, o Ministério da Economia e do Meio Ambiente devem unir-se, a fim de garantir um equilíbrio entre a exploração e a preservação das terras demarcadas. Isso seria possível através de um plano “Ecosalva’’, que teria diretrizes com a finalidade de garantir o avanço do agronegócio e a manutenção da individualidade dos povos indígenas e quilombolas em suas terras. Assim, essas ações, somadas à fiscalização em relação ao cumprimento de leis, por parte da comunidade brasileira, faria com que a economia avançasse, sem que a natureza se desvanecesse.