Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 24/10/2020

Com o advento da 4ª Revolução Industrial, o Brasil se especializou ainda mais nos meios de produção, separando o cultivo de plantas e da criação de gado. Nesse viés, a economia do país cristaliza-se no agronegócio, uma vez que essa fonte de renda do setor primário cresce exponencialmente o Produto Interno Bruto. Todavia, tais atividades rurais refletem drasticamente no meio ambiente, causando diversos impactos ambientais no campo brasileiro. Dessa forma, esses impasses contemporâneos advêm da utilização irregular dos produtos químicos e pelo desperdício da produção.

A priori, a campanha da Rede Globo “Agro é tech, agro é pop, agro é tudo”, não deixa de ser uma verdade, já que a agropecuária representa uma boa parte da economia pelo seu cultivo. Entretanto, muitos produtores utilizam agrotóxicos e fertilizantes que agravam diretamente nos meios de produção e de criação. Por conseguinte a isso, esses elementos nocivos ao entrar em contado com o solo podem causar sua degradação e chegar até ao lençol freático, contaminando toda a água. Além disso, o desmatamento para a introdução de gado, é outro coeficiente relevante, visto que muitas espécies da fauna e flora não conseguem sobreviver no que resta do seu habitat, o que ocasiona uma perca de biodiversidade.

Outrossim, a dilatação do agronegócio tem efeitos maléficos na economia, dado que apresenta um elevado desperdício de alimentos. À luz disso, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura divulgou que “O Brasil desperdiça por dia, 40 mil toneladas de alimento”. Nessa perspectiva, a produção de comida é tão alta que poderia ser utilizada para suprir a as necessidades da população que se encontra em situação de fragilidade econômica, entretanto, esses produtos são destinados muitas vezes ao lixo. Em decorrência, a lógica é mais abalo ambiental para extração de recursos e um aumento hiperbólico da pobreza.

É notória, portanto, a relevância dos fatos ambientais e econômicos na problemática supracitada. Dessarte, é dever do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), por intermédio de um comprovante oficial que indica ações de produtos químicos e índice de desmatamento na propriedade, fiscalizar através de multas esses indivíduos, para sistematizar a utilização desses agentes químicos, com desígnio de acabar com diversos impactos. Ademais, é responsável que o Ministério do Meio Ambiente coadjuvante ao poder midiático, dissemine programas de educação ambiental para promover uma consciência coletiva sobre o tema, com a finalidade de erradicar tanta exploração ambiental e os coeficientes econômicos.