Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 09/12/2020

O mais adaptado mantém-se e prospera. Assertiva simplória, mas que enraizada no cerne da vida está. Ela rege as relações entre os seres de todos os reinos biológicos, estando presente também na sociedade humana, e, em foco na atual dissertação, no Brasil. Como exemplo disso, há empresas que mudam de estratégias para melhor atingir seu mercado alvo, e o agronegócio, que apresenta uma necessidade, segundo o capitalismo, de expansão para gerar mais renda. Contudo, as consequências dessa situação servem de obstáculo para a prosperidade econômica brasileira, trazendo consigo a degradação da natureza pela expansão do homem.

Todavia, mesmo com o infeliz destino do meio ambiente (sua deterioração) já tendo sido previsto pelos brasileiros e estudiosos da geografia, Aziz Ab Saber e Milton Santos, o desgaste é um fator incondicionalmente preciso para a manutenção da evolução material, científica e informacional da espécie Homo sapiens, mas sua infinitude não é imprescindível para a sobrevivência. Com relação à isso sublinha-se o agronegócio, que engloba toda a cadeia produtiva - desde a logística de elaboração até o comércio do objeto -, e, ante a crescente demanda de seus gêneros, vê-se obrigado a expandir sua área de influência e seus meios de produção, afetando diretamente a crosta terrestre e sua relação com a vida. Então, devido à urgência da situação nutricional brasileira, a agropecuária permanece a deteriorar as paisagens naturais.

Entretanto, o avanço, necessário para gerar os derivados da agricultura e pecuária para o Brasil, traz consigo a tendência do empobrecimento e poluição do solo, fontes hídricas e atmosfera. Lapidando o que isso representa, chega-se ao argumento de que o avanço deve ser contido em certo ponto da história, uma vez que, mesmo conduzindo seus causadores, os seres humanos, à uma melhor condição de vida, essa evolução leva ao agravamento da situação da natureza, que, encerrando esse ciclo, afeta negativamente quem a almejou e perseguiu-a. O prisma de tal questão é o jogo de valores, se vale à pena criar o próprio “predador” em razão do desenvolvimento material, e ter de enfrentar algo tão amedrontador como a possibilidade da total infertilidade do solo.

Apesar de essa constatação ter embasamento concreto e plausível, a relação entre natureza e humanos jamais será previsível em sua plenitude. Portanto, a devastação causada pela ampliação das áreas ocupadas para a produção agrícola e pecuária será um enorme problema, que, entretanto, poderá ser contornado com a conscientização tanto do povo brasileiro quanto do governo e produtores acerca dos perigos de tal avançamento. Assim, frear-se-á o que é atualmente observado: a destruição da maior fonte de renda do Brasil atualmente.