Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 04/11/2020
Durante o século XVI foram instauradas as Capitanias Hereditárias, tal marco influencia, ainda hoje, a concentração de terras brasileiras nas mãos de uma pequena minoria latifundiária. Sob esse viés, o agronegócio no Brasil enfrenta entraves acerca do seu desenvolvimento. Logo, não somente a degradação ambiental, como o monopólio de terras que dificulta a ascensão dos produtores de pequeno porte são fatores que configuram o problema.
Em primeira análise, é fulcral salientar a ameaça ao meio ambiente como uma das consequências à práticas do agronegócio. Nesse sentido, lamentavelmente “commodities” agrícolas articulam a legislação para que não haja fiscalização em prol da proteção ambiental. De forma antagônica, durante a Antiguidade Clássica, em Atenas, acreditava-se que para haver sustentabilidade o ser humano deveria estar em harmonia com a natureza e, infelizmente, o contexto hodierno do agronegócio brasileiro não demonstra essa filosofia.
Em segunda análise, é fato que com o avanço do agronegócio a agricultura familiar fica, inevitavelmente, ameaçada. À luz dessa perspectiva, o pequeno produtor fica em desvantagem por não gozar da tecnologia utilizada nas grandes lavouras e, consequentemente, não obter a mesma produtividade. Assim, o Censo Agropecuário de 2017 afirma que 50% dos cereais que estão nos mercados brasileiros é produzido pela agricultura familiar e essa sofre com a desproporcionalidade das posses de terras, uma vez que a majoritária parte está com os grandes latifundiários que visam a exportação.
Depreende-se, por fim, que resoluções sejam tomadas para para combater os conflitos gerados pelo agronegócio. Portanto, é dever do Ministério da Fazenda, mediante agentes fiscalizadores, a ação de efetuar o cumprimento da lei que conserva o meio ambiente - como a implantação do “disk” denuncia para facilitar o trabalho dos fiscalizadores - a fim de atenuar os impactos naturais causados pelo agronegócio.