Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 04/11/2020
A série brasileira “Aruanas” mostra a vida de mulheres que fazem parte de uma ONG de defesa do meio ambiente. A todo momento, aborda a questão da expansão do agronegócio e suas consequências. Fora do contexto cinematográfico, essa prática aumentou muito durante os anos e causa dano severos na vida humana. Isto ocorre tanto pelo uso dos agrotóxicos nos alimentos, como também pela fragilidade na fiscalização. Por isso, é necessária discussão acerca disso, para criar medidas necessárias.
A princípio, é importante salientar que embora os agrotóxicos façam mal à saúde, ele é muito utilizado. Tal cenário é fruto da necessidade de aumento da lucratividade e da produção. Nesse sentido, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), a agricultura brasileira usou 539,9 mil toneladas de pesticidas em 2017, ou seja, no agronegócio não há preocupação com a saúde de seus consumidores, apenas com a expansão que beneficia o capitalismo. Dessa forma, é importante fiscalização no cotidiano da produção, pois a produção e o crescimento não colocam tão em risco a saúde dos compradores.
Ademais, é importante a falta de fiscalização no agronegócio quanto ao meio ambiente. Isso acontece, pois o governo não consegue controlar, e também não quer controlar, essa expansão da agricultura, pois é proveitosa para economia. Na visão de Ferdinand Lassalle, a constituição não passa de uma folha de papel, isto é, mesmo que seja proibido queimadas, desmatamentos e afins, ainda irão existir, pois ela não é devidamente cumprida. Nesse sentido, o Estado precisa cumprir seu papel constitucional e prezar pela natureza acima da economia, assim, servirá de exemplo para mostrar que existem regras nesse crescimento agrícola.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir a expansão descontrolada do agronegócio. Para isso, o Estado, por meio da legislação, deve criar e seguir multas – não somente na teoria, mas na prática, com risco de prisão – mais severas para quem descumpri-las, a fim de que o uso desenfreado dos agrotóxicos não prejudique os usuários. Além disso, ele deve fazer uma parceria com ONG’s, para que haja a fiscalização adequada nesse ramo. Assim, o cenário de “aruanas” não repetirá no brasil.