Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 02/12/2020
O agronegócio é uma das atividades mais lucrativas do mundo, no Brasil, representa mais de 20% de todo o produto interno bruto, sendo assim, muito importante para sua economia. Contudo, esse ramo gera discussões por ser responsável por vários impactos ambientais, por conta de interesses financeiros dos produtores rurais e da falta de investimentos governamentais na fiscalização do cumprimento de leis ambientais.
Em primeiro plano, segundo o sociólogo Zigmunt Bauman, vivemos na “Modernidade líquida”, um período em que as relações são pautadas visando os interesses próprios. Em relação a isso, pode-se observar tal característica na agroindústria no Brasil, na qual muitas vezes para que os produtores lucrem mais, não há investimento por parte deles a fim de garantir a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Dessa forma, utilizam-se técnicas mais baratas, mesmo sendo inadequadas ou ilegais, como o uso intensivo de máquinas e as queimadas, que desperdiçam água, ocasionam a morte de parte da fauna e flora local e degradam as terras. Por fim, a fraca fiscalização governamental do cumprimento das leis ambientais existentes, permite a perpetuação desse cenário.
Em segundo plano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil possui atualmente mais vacas e bois do que pessoas. Nesse sentido, tal fato reflete a forte presença da pecuária no país e preocupa cientistas, porque esses animais emitem em seu processo de digestão o gás metano que, de acordo com especialistas, é um dos principais gases responsáveis pela formação de buracos na camada de ozônio. Consequentemente, esses buracos permitem maior incidência dos raios solares, que a médio e longo prazo, contribuem diretamente para o aquecimento global e maior risco de câncer de pele na população, o que pode acarretar em mais pressão sobre o sistema público de saúde.
Portanto, o agronegócio precisa de intervenção para minimizar os malefícios para o ecossistema brasileiro. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o IBAMA, intensificar fiscalizações em áreas de criação de gado e lavouras, através de maior direcionamento de verbas, a fim de garantir que as leis ambientais estejam sendo cumpridas nesses locais, diminuindo os impactos negativos na natureza. Além disso, cabe ao Ministério da Educação incentivar escolas a abordar em aulas de Biologia e Sociologia a importância da natureza para o ser humano, para que as próximas gerações não sejam tão afetadas pela “Modernidade Líquida” e repensem atitudes que possam ser maléficas aos biomas nacionais.