Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 07/01/2021

Poluição da água, desapropriação e genocídio indígena, desmatamento, redução da fauna e da flora, remoção da camada vegetal, intensificação da eutrofização, alteração na biodiversidade, problemas de saúde, são alguns dos impactos causados pela expansão do agronegócio. Embora a agricultura e a pecuária, com o avanço dos recursos advindo da Revolução Industrial, proporcione inúmeras consequências negativas, é inegável que ela possui o seu lado positivo, como, por exemplo, o de gerar alimentos para a sociedade.

A priori, é oportuno frisar que esse quadro de desrespeito para com os princípios democráticos estão correlacionados, principalmente, com o sistema econômico vigente. Em primeira análise, o antropólogo Frantz Fanon em seu estudo de psicopatologia pode concluir que o capitalismo promove a busca incessante por lucratividade. Logo, não será diferente com o mercado que, segundo a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, possui um dos maiores índices do Produto Interno Bruto (PIB). Desse modo, a Revolução Técnico-científica foi uma grande colaboradora, visto que permitiu o desenvolvimento de máquinas, que aumentaram as produtividades, mas degradaram os solos, a criação de agroquímicos, que impede a proliferação do indesejado, acelera a produção, mas contamina os meios afluentes e causa graves problemas para aqueles que trabalham diretamente com eles. Além disso, em uma pesquisa feita pelo jornal El País, o Brasil está entre um dos mais degradantes do meio ambiente, gerando anualmente 13% de prejuízo de toda a sua área destinada a esse meio. Em suma, é nítido que é preciso rever e encontrar um meio para conciliar de modo benéfico.

A posteriori, vale salientar que a Revolução verde colaborou fortemente para a produção em larga escala de modo suficiente a alimentar toda a sociedade. A teoria de Tomas Malthus afirma que o crescimento da humanidade seria em forma de uma progressão geométrica, enquanto a  de alimentos seria em uma aritmética, por certo, isso causaria um intenso colapso. No entanto, hodiernamente, é possível notar que não condiz com a realidade, uma vez que, de acordo com a Agência Brasil a produção nacional é suficiente para toda a população, todavia isso ocorre por quesitos de desigualdade e não pelo o que Malthus concluiu. Em síntese, para criar algo que seja melhor é necessário  priorizar a sustentabilidade.

Em face do exposto, é perceptível que a questão é complexa, porém, existem meios para progredir. Primeiramente, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve realizar pesquisas para expandir a produção sustentável, amenizando o sobredito, de modo a manter uma taxa produtiva final equivalente. Isso deve ser feito com o intuito de amenizar as polêmicas do agronegócio.