Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Segundo o Ministério da Agricultura, o agronegócio responde por um terço do PIB brasileiro. Além disso, o Brasil é reconhecido pela Organização Mundial do Comércio como uma potência no setor. Atualmente, os setores produtivos tem buscado os modelos de negócios sustentáveis, que consideram não somente os aspectos econômicos, mas também, os ambientais e sociais em suas estratégias. No entanto, a expansão da atividade do agronegócio no país tem enfrentado problemas no que se refere a agressão ao meio ambiente e os aspectos sociais. Nesse sentido, é importante analisar o desmatamento e o uso de defensivos agrícolas.
Em primeiro lugar, deve-se avaliar como o agronegócio contribui para o desmatamento. Segundo o INPE, em 2020 houve um aumento de 34,5% nos alertas de desmatamento em relação ao ano anterior. Pode-se dizer, que boa parte desse desmatamento é consequência da expansão do agronegócio. Apesar do Brasil ter um código florestal, que limita a ação dos empresários do agronegócio e estabelece ações compensatórias para o meio ambiente, em muitas regiões do país, ele é ignorado. Como resultado, a atividade econômica ocupa áreas de floresta, causando desiquilíbrios ambientais. Por isso, é preciso uma maior atenção dos agentes políticos e econômicos à essa questão.
Em segundo lugar, é importante considerar o uso excessivo de defensivos agrícolas, os agrotóxicos, nas lavouras do Brasil. Se por um lado, eles aumentam a produtividade do plantio, por outro lado, eles contaminam os alimentos, os solos e as águas. Além disso, trazem prejuízo à saúde dos trabalhadores, responsáveis por causarem cânceres, doenças respiratórias entre outras. Nesse contexto, é indispensável uma busca de alternativas para o uso de agrotóxicos.
Considerações os aspectos mencionados, é evidente a necessidade de medidas para enfrentar a situação. O governo deve buscar estratégias para fazer cumprir o código florestal vigente, por exemplo, aumentar as penas para os produtores rurais que o descumprem. Ademais, é imprescindível que o governo, e também os produtores, invista em pesquisas que aumentem a produtividade dos solos de forma ecológica, sem que seja necessário o uso de agrotóxicos, como por exemplo, o desenvolvimento de culturas mais resistentes a pragas e de maior rendimento. Dessa maneira, será possível ter um modelo sustentável para o agronegócio, considerando os aspectos econômicos, ambientais e sociais.