Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 05/05/2021
No documentário “Cowspiracy”, a escassez dos recursos naturais e os problemas ambientais são justificados majoritariamente pelo consumo excessivo de carne. Fora das telas, a realidade a é a mesma, o agronegócio é o principal fator que causa desequilíbrio no meio ambiente. Nesse sentido, essa situação ocorre em razão não só da negligência do Estado, mas também da mentalidade capitalista.
Em uma primeira análise, vê-se que a cultura de recompensa presente no governo brasileiro cristaliza a problemática. Nesse viés, segundo Michael Foucault, filósofo francês, o poder articula-se em linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, os quais aumentam a subordinação. Sob essa óptica, constata-se que o Estado funciona como ferramenta de alcance de interesses individuais, em que grupos que detém o poder, como a indústria agropecuária, estão sempre tentando solidificar seu poder, mesmo que custe a estabilidade ambiental.
Outrossim, a manipulação midiática estruturada na mentalidade capitalista também é motivo para o problema. Dessa maneira, Theodor Adorno, filósofo alemão, entendia que as estratégias midiáticas manipulam o pensamento dos nossos. Logo, é perceptível que os meios midiáticos são consolidados por um ideal de lucratividade, o qual é controlado pelo agronegócio. Assim, ocorre uma alienação promovida pela mídia, que possui o objetivo de favorecer seus patrocinadores.
Diante dos fatos supracitados, é perceptível que a expansão do agronegócio no Brasil é um tema importante e que carece de soluções. Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, por meio do Governo Federal, criar um plano de diminuição de áreas de criação de pastos para gados, o qual aproveite as áreas existentes. Desse modo, o intuito de tal medida é diminuir os impactos causados pelo agronegócio. Sendo assim, o contexto vivenciado será gradativamente minimizado e se distanciará da realidade exposta em “Cowspiracy".