Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 16/09/2021
Segundo o sociólogo Karl Marx, o homem no mundo capitalizado, prioriza lucros, ultrapassando valores éticos e morais. Nesse contexto, é evidente que a econômia brasileira está voltada principalmente ao agronegócio, responsável por 26,6% do PIB brasileiro. Desse modo, a expansão do agronegócio no Brasil acarretou diversas consequências, dentre elas a devastação da natureza e o uso excessivo de agrotóxicos.
Primordialmente, o desmatamento é a primeira consequência da atividade agropecuária no Brasil. Desde o ínicio da colonização grande parte das áreas de vegetação nativa do litoral foi desmatada para abrir espaço para áreas de pastagem e cultivo . Em virtude desse crescente desmatamento, o Cerrado e a Mata Atlântica que abrange cerca de 15% do território nacional e que hoje restam apenas 12,4% da floresta que existia originalmente, foram inseridos na lista mundial de biomas com grande diversidade que estão ameaçados de extinção. Além do pantanal e da Amazônia que há previsões de desaparecimento nos próximos anos caso sejam mantido os mesmos índices de desmatamento.
Em segundo plano, o uso indiscriminado de agrotóxicos também é um problema ambiental que acaba se voltando contra o próprio agronegócio. Desenvolvidos para eliminar pragas e doenças que atacam plantações, os agrotóxicos são produtos muito eficientes nessa função. Por outro lado, sua utilização contínua traz consequências graves para o meio ambiente e para a saúde humana. Estima-se que o Brasil use 19% de todo o agrotóxico do mundo, sendo seu maior consumidor no planeta inteiro. Quase 99% do inseticida inserido na plantação não ataca a praga que deveria matar, se dispersando na natureza e causando muitos impactos ambientais.
Portanto, para que as consequências da expansão do agronegócio seja resolvida, é necessário que o IBAMA, órgão responsável por garantir a manutenção e preservação das áreas de riquezas naturais como florestas e rios, intensifique suas fiscalizações por meio de satélites, afim de ter mais controle sobre as áreas que há expansão por agronegócios, visando reduzir o desmatamento e a contaminação do solo.