Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 26/09/2021

Brasil, o país que alimenta mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo, segundo dados do instituto CNA, ocupando para isso um território de apenas 8% de toda a sua extensão. Nesse cenário, o país ocupa também a posição número um entre os países que mais utilizam agrotóxicos. Nessa perspectiva, avalia-se os impactos do alto uso dessas substâncias e de que maneira as terras indígenas tem sido afetadas em meio a expansão do agronegócio no Brasil.

Primeiramente, aborda-se a questão de ser o Brasil o país que mais faz uso de agrotóxico no mundo, uma vez que essas substâncias prejudicam não apenas o ambiente, como também a saúde dos seres vivos. Nesse sentido, há alguns anos iniciou-se a campanha: “Você é aquilo que come”. Desse modo, na conjuntura apresentada, o indivíduo carrega em si toxicidade. Dessa maneira, a saúde dos seres vai piorando a cada dia. Logo, percebe-se que mesmo alimentando mais de um bilhão de pessoas no mundo, no sentido discorrido, não é algo glorioso para o Brasil.

Ademais, ainda que apenas 8% do território nacional seja utilizado pelo agronegócio, nota-se uma concentração, principalmente, nas regiões Norte e Sul do país, e isso impacta nas terras indígenas, que em grande parte também se encontram nessas regiões. Nessa conjuntura, o autor Gilberto Dimenstein, em sua obra “O Cidadão de Papel”, argumenta que a lei brasileira é falha, já que por lei, de acordo com a Constituição Federal, o índio tem direito sobre suas terras, porém atualmente vê-se o oposto, haja vista que os índios estão sendo expulsos de suas terras para expansão do agronegócio.

Portanto, essas polêmicas que envolvem o agronegócio precisam de mais atenção por parte do Governo Federal e do Ministério da Agricultura. Esses órgãos, em parceria com o SUS (Sistema Único de Saúde) por meio da vigilância sanitária, devem impor mais rigor quanto ao cumprimento das leis existentes sobre o uso de agrotóxicos e fiscalização das terras indígenas. Para isso, pode-se usar relatórios trimestrais que apontem a quantidade de substâncias utilizadas, agentes comunitários podem fiscalizar as plantações e a segurança pública fiscalizar o território  dos índios, de modo que haja punição para aqueles que não cumprirem a lei. Assim, o Brasil poderá se orgulhar pelo número de pessoas que alimenta, tendo em vista que entregará alimentos saudáveis e não deixará o índio desabrigado.