Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 26/10/2021
Desde o início de 2020, com as queimadas na Amazônia, a destruição dos biomas brasileiros estão constantes, dado que as queimas se alastraram para o Cerrado, segundo notícias do G1. Nessa perspectiva, é mencionado também o motivo evidente de tais devastações: o agronegócio, que é o maior assolador da natureza brasileira, tanto na hodiernidade quanto antes disso, que pode levar a estragos irreversíveis. Desse modo, é visível que as políticas ineficientes, assomadas com tecnologias nocivas à saúde, são grandes causadores e influenciadores da situação atual, que necessita imensamente de soluções.
Em primeira análise, é necessário destacar que, nos primórdios da república, na política conhecida como “café com leite”, foram os donos de agronegócio de São Paulo e Minas Gerais que se intercalavam na presidência, e desde então sua influência política, apesar de ter diminuído, continua palpável. Em vista disso, limita-se o número de pessoas que podem controlar os atos de pessoas com esse tipo de prepoderância, sendo o executivo e judiciário os responsáveis por tal processo de controle, ainda mais que interfira na área natural, como descrito na Constituição de 1884. Dessarte, mesmo com as leis ambientais, o cumprimento dessas é quase nulo, com a degradação ambiental e seus recursos em perigo constante. Assim, é vital a reorganização dos setores de leis para que esteja de acordo, bem como a eliminação da corrupção envolvida nisso. Logo, ações paliativas são fundamentais nesse caso.
Ademais, as tecnologias utilizadas nesses grandes negócios, apesar de ajudarem no rendimento lucrativo, também são grandes causadores do abuso do meio ambiente, já que os agrotóxicos são prejudiciais aos trabalhadores e consumidores, de forma a danificar suas saúdes como afirma o pesquisador Vicente Almeida. Outrossim, a constante extirpação de recursos naturais entra em palta também, já que, segundo a Agência Nacional das Águas, que mais de 70% da água do Brasil é destinada para a agricultura. Em consequência, os agronegociadores envoltam-se por uma banalidade do mal, que definida pela filósofa alemã Hannah Arendt, subnotifica atitudes perniciosas por se adequar ao cotidiano, e leva isso apenas como uma tarefa, sem se preocupar com suas consequências.
Portanto, é essencial que medidas atenuantes sejam tomadas. Por meio do incremento da agroecologia aos negócios agropecuários, com novos projetos e tecnologias já em desenvolvimento, auxiliado pelo Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Tecnolgia, responsáveis pelo bem-estar populacional, a fim de diminuir os impactos ambientais causados por essa área, levando ao progresso. Além disso, a implementação de leis e políticas mais rígidas pelo legislativo, executivo e judiciário serão necessárias, com o intuito de não regredir na evolução do respeito ecológico emergente.