Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 23/10/2021

“Não são as crises que movem o mundo, e sim nossa reação a elas”. Mediante o pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, compreende-se que, com os meios eficazes, a sociedade brasileira pode superar os desafios relacionados à expansão do agronegócio no Brasil, que são responsáveis por configurar yum cenário preocupante. É preciso analisar, pois, a ineficácia governamental e uso descontrolado de produtos químicos nas plantações e animais como elementos propulsores do imbróglio.

Diante desse cenário, é oportuno mencionar que o pensador Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progesso do corpo social. A máxima do pensador, todavia, vai de encontro com o cenário vigente, uma vez que o poder público não direciona um olhar a ações que poderiam resolver a expansão do agronegócio, como o incentivo ao desenvolvimento de pesquisas voltadas à criação de novas formas de cultivos menos “agressivas” ao meio natural. Logo, enquanto as autoridades forem negligentes, poderá ser observada a persistência dos danos ao meio ambiente causados pelo agronegócio.

Sob um segundo olhar, faz-se fundamental apontar que o revés encontra motivação nos métodos utilizados para potencializar a produção e prevenir contra o ataque de pragas nas plantações, como, os agrotóxicos. Nesse contexto, uma pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) revelou que o Brasil é o país que mais consome agrotóxicos. Com base nesse dado expressivo, vê-se que o agronegócio brasileiro se “auto-condena”. Tal questão, portanto, possui como efeito a contaminação de solos e córregos e o acúmulo dessas substâncias ao longo da cadeia alimentar, o que é inadmissível e evidencia a necessidade de um recurso capaz de solucionar o impasse.

Em suma, atenuar os desafios relacionados à expansão do agronegócio no Brasil é fundamental. Logo, cabe ao Governo Federal - bem como de ONGs envolvidas na conservação do meio ambiente-, o incentivo ao desenvolvimento de pesquisas voltadas à criação de novas formas de cultivos menos “agressivas” ao meio natural, como também o desenvolvimento de uma fiscalização mais rigorosa quanto ao desmatamento ilegal e a utilização abusiva de agrotóxicos, por meio de maiores investimentos na polícia ambiental. Espera-se, com essas medidas, aproximar-se do pensamento do ilustre sociólogo polonês Bauman.