Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 22/10/2021

A Agenda de 2030, apresentada pela Organização das Nações Unidas, busca o desenvolvimento sustentável ao redor do mundo, o que inclui, dentro de outros fatores, uma economia saudável com reduzidos impactos à natureza. Esse objetivo trabalhado pela ONU contribui para levantar discussões acerca do aumento de práticas agropecuárias em grandes territórios como o Brasil. Logo, percebe-se que tais argumentações estão ligadas a um crescimento desordenado do agronegócio no país.

Vale pontuar, em princípio, que essa expansão desorganizada deriva de uma formação colonial voltada ao sistema agropecuário. Tal caráter pôde ser observado durante os ciclos econômicos presentes no surgimento Brasil, dos quais se destaca o período açucareiro, marcado por extensas produções de cana-de-açúcar, empregadas em diversos territórios da colônia. Nessa perspectiva, o aumento da atividade anteriormente referida evidencia, em um quadro hodierno, uma melhora na economia brasileira, visto que essa se caracteriza, principalmente, por grandes monoculturas voltadas ao abastecimento do mercado mundial. Sendo assim, ao buscar intensificar o poder financeiro do país, é necessário que haja a ampliação no sistema básico da sua produção que, por sua vez, depende da disponibilidade de novas terras para o seu funcionamento.

Em contrapartida, o crescimento desenfreado do negócio agropecuário também intensifica problemas ambientais. Tais impactos são revelados por dados como os divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial, os quais relatam que a área da floresta amazônica desmatada entre os meses de agosto de 2020 e junho de 2021 ultrapassa os oito mil quilômetros quadrados. Dessa forma, tal cenário gera um impasse associado aos danos sofridos pelo meio ambiente e a evolução econômica no Brasil. Sendo assim, nota-se como consequência, a necessidade da utilização de métodos sustentáveis para a expansão do agronegócio no país. Por fim, cabe aos órgãos competentes aplicar regulamentações a tal sistema, visando a redução dos impactos naturais durante o aumento das áreas voltadas à produção agrária e à pecuária extensiva.

Portanto, tem-se que o aumento do sistema primário no país é positivo para a economia, porém, pode causar danos ambientais se feito sem o devido planejamento, o que deve ser evitado. Desse modo, cabe ao poder legislativo brasileiro, formado por deputados e senadores, fornecer melhor regulamentação das áreas a serem usadas para a agropecuária, por meio de um fortalecimento das legislações ambientais vigentes, em escala federal, juntamente com uma maior fiscalização, a fim de proporcionar os meios para melhora econômica e reduzir os danos ambientais no país. Destarte, o Brasil pode se encontrar mais próximo dos ideais de sustentabilidade abordados pela ONU.