Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 25/10/2021

A Revolução Verde, datada entre 1960 e 1970, proporcionou diversas mudanças no cenário agrícola, conhecidas por melhorar e aumentar a produção de alimentos. Entretanto, apesar da sua grande importância na elevação do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, a intensidade da degradação da natureza é numerosa e aumenta ano após ano. Isso se deve ao fato de existir uma demanda do mercado consumidor enorme e ao uso excessivo de produtos químicos nas fazendas e colheitas. Posto isso, é visto que um recurso é primordial.

Em um primeiro momento, é notório que conforme aumenta a demanda de produtos, o produtor tende a aumentar sua produção, seja com o aumento de terras ou uso de tecnologias. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), até agosto de 2021 o aumento na procura do serviço foi de aproximadamente 11% comparado ao ano anterior. Sendo assim, visando o aumento da produção, muitos produtores optaram pelo uso de maquinários, pesticidas e fertilizantes, os quais acarretaram no aumento das queimadas, eutrofização dos rios e lagos e no aquecimento global, além disso, a alta no preço dos produtos também foi significativa, levando diversas famílias a recorrer ao auxílio emergencial para o sustento do seu núcleo.

Em uma segunda instância, o uso da química se faz muito presente no cotidiano de agricultores, visto que a utilizam para conservar, prolongar e melhorar a qualidade da plantação. Tal fato pode ser comprovado pelo PARA (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos) de 2011, criado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que constatou em seu relatório que cerca de 1/3 dos alimentos consumidos diariamente estão contaminados com agrotóxicos. Dessa forma, fica evidente que intoxicações alimentares e futuros problemas de saúde podem estar diretamente relacionados ao uso descomunal de pesticidas e outros produtos tóxicos, acarretando até mesmo na morte de indivíduos desfavorecidos economicamente e socialmente.

Nesse sentido, para a resolução da problemática, é essencial a criação de diretrizes educacionais capazes de explicar e expôr dados à população, com a finalidade de explicitar a real situação do meio ambiente. Somando-se a isso, é responsabilidade da ANVISA, por meio do PARA, realizar fiscalizações mais desenvolvidas, além de estabelecer um limite saudável quanto ao uso de artigos tóxicos e máquinas. Além disso, o Governo (junto com voluntários desfavorecidos) deve realizar um reajuste salarial, objetivando uma monitoria do valor mínimo necessário para a convivência de núcleos familiares. Desse modo, será possível alcançar uma sociedade sustentável e próspera.