Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil
Enviada em 25/10/2021
O Brasil é conhecido como o país com a maior biodiversidade do mundo por ter biomas ricos em fauna e flora. Entretanto, ações de origem antropológica estão reduzindo essa diversidade, dentre elas, está a atividade que mais gera lucro ao Brasil: o agronegócio. Outrossim, não apenas a natureza é afetada, mas também a população, visto que esta entra em contato com resíduos químicos despejados em rios ou ingere animais contaminados pelas substâncias tóxicas.
Em primeiro plano, todas as campanhas que promovem a conservação ambiental procuram influenciar o público a economizar energia e água, a fim de evitar desperdício. Contudo, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a agropecuária consome 70% da água utilizada no mundo, enquanto o uso doméstico usa apenas 8% do total. Ademais, a cobertura vegetal brasileira tem diminuído consideravelmente nos últimos anos para dar espaço a lavouras e terras para criação de gado, assim, em razão de que as florestas têm influência direta sobre o clima, fenômenos climáticos são agravados e prejudicam a vida da população.
Outrossim, o uso inadequado de agrotóxicos no agronegócio gera prejuízos à saúde dos consumidores, visto que pode causar dificuldades respiratórias, convulsões e tonturas. Além disso, muitas vezes resíduos químicos são lançados em rios, o que reflete na alteração da vida dulcícola, e, por conseguinte, ao bem-estar humano, em razão de que peixes podem ser expostos as toxinas e contaminar a vida antropológica após serem consumidos pela população. Ademais, a superexposição dos trabalhadores rurais às toxinas pode resultar em sequelas graves, como cânceres e, no pior dos casos, a morte.
Em suma, cumpre reiterar que o agronegócio causa sérios danos ao ecossistema e à saúde humana. Urge, portanto que o Poder Legislativo crie leis mais severas - e o Estado utilize políticas públicas para garantir a fiscalização do cumprimento destas - para punir as empresas que utilizem e/ou descartem erroneamente resíduos químicos, a fim de evitar danos à saúde e à vida do ecossistema dulcícolo. Ademais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente propor práticas alternativas no agronegócio (como a adesão da policultura), com a finalidade de tornar essa atividade sustentável e resultar em menos impactos ambientais.