Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 26/10/2021

Segundo os dados da OCDE, o Brasil se tornaria o principal distribuidor de insumos agrícolas do mundo em 2024. Entretando, a expansão do agronegócio é rodeada de polêmicas, principalmente negativas. Nesse caso, entra em pauta as questões ambientais que são norteadas pelo apossamento forçado de terras preservadas e ideiais políticos visando a perpetuar os latifúndios, os quais são a causa da maioria da desigualdade no campo, em especial na concentração de terras.

Partindo desse raciocínio, o Brasil é, historicamente, contra os pequenos produtores. Embasado na Lei de Terras, de 1850, o cenário agrário brasileiro fora decidido a partir da compra de terras. Ou seja, um pequeno grupo da elite econômica passou a ter posse da maior fatia dos melhores solos, enquanto que escravos recém-libertos e imigrantes recém-chegados, ambos com condições financeiras inferiores, obtiveram a menor parcela. Logo,  vê-se o resultado no aumento dos produtos alimentícios, pois os minifúndios fornecem esses produtos para o mercado interno em detrimento dos latifúndios, ainda assim, esses são mais prestigiados do que aqueles em relação a investimentos nacionais.

Outrossim, a expansão do agronegócio é presente no mapa físico. Segundo os informações fornecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - a fronteira da indústria agrária avançou, desde o início dos anos 2000, território do Centro-Oeste para ampliação da produção de atividades rentáveis para o mercado externo e continua sua marcha para o Norte brasileiro. Nesse contexto, nota-se um risco para o meio ambiente devido às necessidades do setor agropecuário, o que faz a causa ambientalista perder força, porque não possui mesmo o engajamento econômico imediato que o agronegócio. Assim, o Brasil limita cada vez mais seus recursos para as próximas gerações.

Portanto, o agronegócio é importante economicamente para o desenvolvimento do Brasil, porém sua expansão não deve ser negativa tanto para os pequenos produtores quanto para a sustentabilidade do meio ambiente nacional. Por isso, cabe ao Ministério da Economia disponibilizar mais investimentos aos pequenos agricultores através de posse de locais ociosos e cursos técnicos para tratamento do solo, a fim de desenvolver mais produtos alimentícios para o mercado interno e reduzir seus preços pela Lei de Oferta e Procura. Ademais, compete aos órgãos de fiscalização do IBAMA maior presença na fronteira agrícola com intuito de reduzir os problemas ambientais gerados pelo agronegócio por meio de mais agentes e equimento de monitoramento como drones, com o propósito de proteger os recursos naturais brasileiros para as próximas gerações.