Polêmicas acerca da expansão do agronegócio no Brasil

Enviada em 26/10/2021

O agronegócio é uma das principais fontes de randa no Brasil desde o século XVI. De maneira análoga a isso, a expansão dessa atividade evidencia várias discussões. Nesse prisma, se destacam-se dois aspectos importantes: a falta de preocupação dos agropecuaristas com a natureza e as consequências que os danos a mata trazem.

Primeiramente, é indubitável que grande parte dos fazendeiros não se preocupa com a mata e sim com os lucros. Desse modo, dados divulgados pela Mapbiomas mostrou que de 1985 a 2019 cerca de 90% das florestas destruídas foram com objetivo o agronegócio, tendo em vista que nesse mesmo período o Brasil perdeu por volta de 10% de sua vegetação nativa. Sendo assim, a pesquisa mostra que a muito tempo há uma falta de zelo pelas matas, haja vista que os fazendeiros não se importam em destruí-las para ter mais espaço para cultivar e criar animais, ou seja, ter mais lucro.

Outrossim, é notório a destruição das vegetações trazer diversas complicações ao país. Dessa forma, consequências como por exemplo a diminuição dos índices pluviométricos tem se tornado cada vez mais comuns. Segundo pesquisador Antônio Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST), o desmatamento desenfreado resultando na diminuição drástrica da vegetação diminui o fluxo de umidade entre o Norte e o Sul do país. Portanto, os danos que a prática irresponsável da agropecuária vem causando podem se tornar irreversíveis, resultando em secas e falta de chuvas no Sul do Brasil.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham conter a expansão irresponsável do agronegócio. Por conseguinte, cabe ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) juntamente do Poder Legislativo, buscar aumentar as punições contra crimes ambientais e de desmatamente por meio de leis, visando a diminuição da destruição ilegal de matas. Somente assim, pode-se amenizar os danos causados pela arrogância e ganância de muitos agropecuaristas.